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Transportes públicos municipais reduzem o fenómeno de encurtamento de rotas em Nampula

Transportes públicos municipais reduzem o fenómeno de encurtamento de rotas em Nampula

A Empresa Municipal dos Transportes Públicos, instalada na cidade de Nampula sob a tutela da respectiva edilidade desde os princípios do mês de Fevereiro do corrente ano, está a contribuir para a redução do fenómeno de encurtamento de rotas que era frequentemente praticado pelos transportadores privados nesta região do país. Mas nem tudo é um mar de rosas, pois os munícipes optam por caminhar.

O outro factor que contribuiu, em grande medida, para a redução dos problemas relacionados com o encurtamento de rotas é a definição de pontos intermediários nas três rotas existentes a nível da cidade, designadamente Muahivire, Muhala-Expansao, Namicopo e Polígono que desembocam na zona da Resta, no bairro de Natikiri, arredores da cidade.

Porém, os munícipes de Nampula preferem caminhar ao invés de apanhar um autocarro para pagar a única taxa estabelecida de cinco meticais até um ponto intermediário. Abdul Paulo, porta-voz do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, explicou que a fraca afluência dos nampulenses aos autocarros deve-se ao facto de parte da população desta urbe estar na condição de extrema pobreza e o consequente baixo poder de compra.

Igualmente, Paulo deu a conhecer que existem munícipes que preferem recorrer aos transportes semicolectivos de passageiros “chapa cem” porque são muito práticos, além de os mesmos não obedecerem às paragens estabelecidas pela edilidade. Mas, neste momento, regista-se uma maior procura por parte da população cujas residências estão localizadas muito distantes da zona de cimento.

Sustentabilidade da empresa municipal dos transportes públicos

A Empresa Municipal dos Transportes Públicos da Cidade de Nampula afirma não dispor de fundos para continuar a funcionar devido à fraca colecta de receitas diárias obtidas a partir dos pagamentos dos passageiros.

Em entrevista ao nosso jornal, o gestor dos quatro autocarros oferecidos pelo Governo central visando estancar a escassez de transportes públicos em Nampula, Assane Raja, disse que os autocarros que operam nas rotas Muhala-Expansão e Natikiri-Rex é que produzem, em média, perto de quatro mil meticais por dia.

E os restantes não colectam mais de 2.500 meticais, facto que está a criar constrangimentos de ordem financeira, porque por dia os autocarros são abastecidos duas vezes – 100 litros de combustíveis no período da manhã e outros 100 no período da tarde, o que consome pouco mais de 2.660 meticais diários.

Por seu turno, alguns cidadãos contactados pelo @Verdade disseram que os autocarros da empresa municipal têm registado demora para chegar às paragens, por isso é que alguns utentes preferem os “chapas”.

Os transportadores privados da cidade de Nampula não completam as rotas estabelecidas devido às precárias condições em que se encontram as respectivas vias de acesso, como, por exemplo, as zonas da Barragem e de Lourenço, posto administrativo de Natikiri e o bairro de Muahivire- -expansão.

De há um tempo para cá, a cidade de Nampula atingiu níveis de muita preocupação devido ao encurtamento de rotas, o que provoca sérios constrangimentos aos utentes dos transportes semi-colectivos de passageiros.

Mas com a instalação da Empresa Municipal dos Transportes Públicos, a situação tende a minimizar-se paulatinamente, devido, igualmente, à tomada de certas acções visando estancar na sua totalidade este problema, incluindo a intensificação dos trabalhos conjuntos de fiscalização entre a Polícia Municipal e os agentes da Polícia da República de Moçambique em Nampula.

“Os quatro autocarros não satisfazem a demanda”

O nosso entrevistado deu a conhecer que a edilidade reconhece que os quatro autocarros recebidos do Governo central, na tentativa de melhorar a situação dos transportes públicos na cidade, ainda estão muito aquém de satisfazer a grande procura que se faz sentir no seio dos munícipes.

“Mas achamos que depois da instalação da Empresa Municipal dos Transportes Públicos, registou-se uma significativa melhoria. E porque se trata de um plano a longo prazo, esperamos a vinda de mais autocarros para reforçar a nossa frota e, por via disso, a capacidade de resposta aos pedidos dos residentes”, acrescentou o porta-voz referindo que os munícipes de algumas regiões da cidade não beneficiavam de nenhum meio de transporte colectivo e eram obrigados a percorrer longas distâncias.

Por outro lado, Abdul Paulo disse que o outro objectivo que levou à criação da Empresa Municipal dos Transportes Públicos é limar as lacunas que eram criadas pelos transportadores privados, os quais encurtavam as rotas prejudicando os utentes que se viam abandonados ao longo da estrada e sem nenhum esclarecimento.

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