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Trabalhadores gregos aumentam protestos sobre cortes salariais

Trabalhadores de empresas estatais gregas, incluindo de refinarias de petróleo, concessionárias de energia, portos e operadores de serviços de água, planeiam realizar uma greve em 18 de outubro para contestar possíveis cortes salariais que fazem parte de um novo plano de resgate, afirmaram sindicatos esta segunda-feira.

Originalmente, os cortes salariais deveriam recair apenas sobre servidores públicos, como parte dos cortes das despesas públicas impostos pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional no âmbito de um programa para evitar o risco de uma moratória. Mas com uma mudança de última hora no último pacote de medidas de austeridade, apresentado ao Parlamento na semana passada, decidiu-se que os cortes de salário serão estendidos para as empresas controladas pelo Estado listadas na bolsa de valores. As medidas irão definir limites rígidos sobre o salário médio de todos os funcionários do setor público, incluindo empresas estatais e do serviço público, resultando em grandes cortes para muitos trabalhadores.

“A Grécia está a ser sacrificada por causa dos bancos europeus, e o governo está enviando trabalhadores para a guilhotina em vez de protegê-los”, disse à Reuters Nikos Kioutsoukis, secretário-geral de um sindicato do setor privado.

O descontentamento público está crescendo conforme o governo de centro-esquerda do primeiro-ministro George Papandreou toma medidas de austeridade cada vez mais duras para compensar o fato de não ter atendido às metas orçamentárias estabelecidas junto aos credores internacionais. Kioutsoukis disse que empresas estatais entrariam em greve em 18 de outubro, um dia antes de os dois maiores sindicatos do país, GSEE e ADEDY, representando cerca de metade da força de trabalho do país, convocarem uma greve geral de 24 horas.

Esta segunda-feira, os trabalhadores do setor de transportes de Atenas entraram em greve, interrompendo os serviços de autocarros e metro na capital. Kioutsoukis disse que os sindicatos estão a considerar outra greve de 24 horas que coincidiria com a votação parlamentar sobre o plano de austeridade, que inclui cortes de salários e de pensões, aumentos de impostos e planos de demissão no setor público. A votação está prevista para este mês, mas a data ainda não foi definida e dependerá do calendário parlamentar.

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