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Trabalhador morre na construção da Ponte Maputo-KaTembe

Um trabalhador identificado pelo nome de Tomás Pedro Sambo, de 37 anos de idade, afecto às obras de construção da Ponte Maputo-KaTembe, morreu na terça-feira (20) ao ser atingido por uma barra de ferro de ferro que supostamente desprendeu de um dos pilares da infra-estrutura.

A desgraça deu-se do lado da baixa da cidade de Maputo. Os colegas do malogrado contaram que Tomás Pedro encontrou a morte no principio da tarde, quando ele se preparava para almoçar.

Virgílio Sitole, da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul, E.P., disse, telefonicamente, ao @Verdade, que a vítima residia no bairro Nkobe, no município da Matola.

Sobre as causas da morte, o nosso interlocutor não avançou nenhuma informação, alegadamente porque o caso estava sob a alçada das autoridades policiais e de saúde.

Entretanto, um comunicado da mesma empresa, enviado ao nosso Jornal, dá conta apenas de que a morte resultou de um acidente de trabalho.

Refira-se que alguns operários do ramo de construção civil perdem a vida em condições que denunciam uma clara falta de observância das medidas de segurança e higiene.

Em Agosto deste ano, um jovem de 23 anos de idade morreu ao cair do 13o andar de um prédio em construção, na Avenida 24 de Julho, na capital moçambicana, quando se preparava para iniciar as suas actividades. Os andaimes derrocaram.

Em Julho de 2015, na baixa da cidade, cinco pessoas perderam a vida e sete ficaram feridas em resultado também da queda de andaimes num prédio de 20 andares, na altura a cargo da Britalar.

Os familiares das vitimas até hoje aguardam pela indeminização, pese embora o construtor tenha inicialmente prometido honrar este direito. Segundo o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, de Janeiro a Setembro deste ano, o país registou 242 acidentes em todo o país, que resultaram em 217 lesões com incapacidade temporária, 20 lesões com incapacidade permanente parcial, e cinco mortes.

Contudo, aquela instituição do Estado acredita que os números de acidentes de trabalho reportados podem não reflectir a realidade, pois não há notificação dos casos pelas empresas.

Ademais, há escassez de meios de diagnóstico por parte dos inspectores de trabalho.

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