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“The Times” passa a cobrar pelo acesso à sua edição online a partir

Os jornais detidos pelo magnata Rupert Murdoch, incluindo o “The Times”, vão introduzir um sistema de pagamento pela consulta das suas edições online. A partir de Junho os leitores vão passar a escolher entre um pagamento diário ou semanal.

O “The Times” e o “The Sunday Times” vão começar a cobrar pelos seus conteúdos em Junho e os tablóides “The Sun” e “News of the World” irão seguir-lhes o exemplo, posteriormente, indicou recentemente o News International, o grupo que detém os jornais. O “The Times” e o “The Sunday Times” vão lançar novos sites no início de Maio, separando pela primeira vez as duas edições (semanal e dominical) e substituindo o actual site conjunto, o Times Online.

A subscrição por um dia de acesso ao “The Times” custará uma libra para os utilizadores britânicos – o mesmo preço do jornal nos quiosques – e 1,5 euros ou dois dólares para os utilizadores internacionais. O acesso semanal ao jornal cifrar-se-á nas duas libras (3 euros/ 4 dólares). “Estamos perante um momento decisivo para o jornalismo, este é um passo crucial para fazer do negócio informativo uma proposta económica excitante”, declarou Rebekah Brooks, ex-directora do “The Sun” e actual CEO do News International. “Estamos orgulhosos do nosso jornalismo e não nos envergonha dizer que acreditamos que ele tem valor”, acrescentou.

A disponibilização das edições dos jornais online de forma gratuita tem retirado compradores às bancas, mas em muito poucos casos estas edições online conseguem ser rentáveis, porque os anunciantes ainda consideram que este media é menos eficaz para apresentar publicidade que os jornais tradicionais, embora estudos recentes indiquem que a publicidade online está a aumentar a bom ritmo. Até agora, alguns diários foram experimentando maneiras diferentes de introduzir conteúdos pagos nas suas edições online, com resultados díspares e pouco eficazes. Mas o “The Finantial Times” e o “The Wall Street Journal”, por exemplo, têm modelos de leitura paga com algum sucesso.

Até agora, a imprensa electrónica aplica modelos que vão desde conteúdos completamente gratuitos a assinaturas anuais ou mensais, ou então o pagamento apenas por certos artigos ou pelo acesso aos arquivos ou à edição em PDF. De acordo com uma sondagem da empresa de consultoria Nielsen publicada em Fevereiro último, um terço das 27 mil pessoas entrevistadas, em 52 países, declararam estar dispostas a pagar pelo acesso às edições electrónicas dos jornais, ao passo que 58 porcento responderam negativamente. Oito porcento dos entrevistados já subscrevem serviços pagos.

Os resultados desta sondagem foram considerados encorajadores pela indústria dos media, apesar de na Europa e nos Estados Unidos a predisposição para o pagamento de conteúdos jornalísticos ser menor que em outras zonas do Globo, escreve o “El País”. O “The New York Times” também anunciou, em Janeiro, que passará a cobrar aos leitores que ultrapassem a leitura de um prédeterminado número de artigos.

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