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Tanques sírios esmagam combatentes anti-Assad pelo segundo dia consecutivo

Tanques atacaram uma cidade síria que se havia tornado um refúgio para desertores do Exército pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, disseram moradores, na primeira grande batalha com soldados desertores desde o início de uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad há seis meses. Pelo menos 1.000 desertores e moradores armados estão combatendo forças apoiadas por tanques e helicópteros que tentam recuperar o controle de Rastan, uma cidade de 40.000 habitantes no centro da Síria.

“Eles obtiveram um ponto de apoio no sul de Rastan, mas o Exército Livre Sírio está a replicar e já destruiu três veículos blindados”, disse um morador com um telefone por satélite. “Prédios foram incendiados em vários bairros por disparos de tanques”, disse ele da cidade, que fica cerca de 180 km ao norte de Damasco, em meio a plantações e campos de trigo no Rio Orontes e na estrada que leva a Aleppo.

Autoridades sírias não comentaram o ataque, mas no passado tinham negado deserções do Exército, culpando “a interferência estrangeira” pelos distúrbios no país de 20 milhões de habitantes. Era impossível verificar que lado levava vantagem militar em Rastan — a Síria proibiu a maior parte da mídia internacional de entrar no país –, mas um diplomata ocidental disse que “era altamente possível” que os desertores estivessem mantendo o terreno.

Depois de meses de protestos principalmente pacíficos contra Assad, desertores do Exército que não queriam atirar em manifestantes formaram unidades rebeldes por conta própria, de tamanhos incertos, a maioria na região agrícola da Síria, ao redor da cidade de Homs. A área é um campo de recrutamento para conscritos sunitas que fornecem a maior parte da mão de obra às Forças Armadas, que são dominadas por oficiais da minoria de Assad, a seita alauíta, e em unidades melhor equipadas comandadas por seu irmão caçula Maher.

Homs e seus arredores testemunharam alguns dos maiores protestos de rua contra Assad, assim como alguns dos mais pesados ataques, em uma repressão que já matou 2.700 pessoas, segundo a ONU. “As deserções (do Exército) estão a acontecer nas regiões onde há mais assassinatos. Para cada sírio que o regime mata, ele cria 10 opositores”, disse um ativista. “O problema é que os desertores não têm para onde ir. Não há abrigo ou apoio externo para eles”, disse.

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