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Surto de cólera deixou mais de mil mortos na RDC 2017

Mais de mil pessoas morreram e de 53 mil foram afectadas na República Democrática do Congo (RDC) em 2017 por um surto de cólera, que chegou até zonas do país que não tinham sido atingidas, segundo um comunicado divulgado hoje pela Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICR).

O actual surto de cólera está presente em 21 das 26 províncias do país centro-africano.

“O nível de sofrimento humano na RDC alcança novos recordes a cada dia”, indica em comunicado a diretora para a África da Cruz Vermelha Internacional, Fatoumata Nafo-Traoré, sobre a doença infecciosa intestinal causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada por uma bactéria, que provoca vômitos e diarréia e pode ser letal.

O surto chegou pela primeira vez há 15 anos na região de Kasai, onde quase um milhão e meio de pessoas tiveram que fugir de suas casas devido ao aumento da violência pelas disputas políticas.

“Cerca de 1,4 milhão de residentes de Kasai fugiram de seus lares, quase duas milhões de crianças sofrem de desnutrição severa e agora centenas de pessoas morreram por cólera”, manifestou Nafo-Traoré.

Uma onda de violência a grande escala explodiu há mais de um ano na província de Kasai Central e se expandiu às vizinhas Kasai e Kasai Oriental, depois que o Governo não reconheceu a autoridade do líder da milícia regional Kamuina Nsapu, que foi assassinado pelo Exército congolês meses após sua nomeação.

Devido ao conflito, 85% dos centros médicos estão destruídos, e falta água potável, equipamentos médicos e condições sanitárias básicas para a população afectada, denúncia a FICR.

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