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Livro de Reclamações: Somos vítimas de roubo desde 2011

Boa tarde, Jornal @Verdade. Gostaria, através do vosso meio de comunicação, de expor uma inquietação dos pais e encarregados de educação dos alunos da Escola Primária 25 de Junho, sita no bairro da Zona Verde, no município da Matola. É que somos vítimas de roubo desde 2011. Desembolsados dinheiro e juntamos blocos para construir novas salas de aulas com vista a evitar que as crianças estudem ao relento mas não vemos o benefício disso.

Ajudamos, também, no pagamento do salário do guarda porque o estabelecimento de ensino se queixa de défice orçamental para o efeito, porém, parece que vale a pena não aderirmos a essa iniciativa por causa da incompetência dos gestores daquela instituição de ensino.

Ficámos sensibilizados com as condições precárias em que a escola se encontrava e juntámos dinheiro na esperança de melhorar o aproveitamento pedagógico dos nossos filhos e o ambiente em que os professores leccionam. Durante meses juntámos material de construção, nomeadamente areia, blocos, e pedras no recinto da Escola Primária 25 de Junho. Contudo, volvido algum tempo, tudo desapareceu sem nenhuma explicação. Ninguém da direcção está disponível para dizer aos pais e encarregados de educação para onde foi o material e em que momento sumiu.

Em 2012, os gestores daquele estabelecimento de ensino convocaram os pais dos educandos para outra reunião, na qual pediram que contribuíssemos novamente, alegadamente porque, no ano anterior, algumas pessoas não tinham desembolsado os valores exigidos, o que não constitui verdade, para além de que isso era uma ofensa para aqueles que ajudaram e não viram nenhum benefício dessa acção.

Este ano, as cobranças foram obrigatórias e quem não acatasse o seu filho não teria informações sobre o seu aproveitamento pedagógico no fim do trimestre. Cada pai devia desembolsar 30 meticais para pagar o pagamento do guarda, 50 meticais e dois blocos para a construção de salas de aulas.

Os pais e encarregados de educação dos alunos da 1ª classe que ingressaram na Escola Primária 25 de Junho, em 2012, pagaram, no acto da matrícula, 80 meticais destinados aos mesmos fins, com a promessa de que até Outubro do mesmo ano teriam duas salas de aulas concluídas, o que até hoje ainda não aconteceu.

Neste contexto, os responsáveis dos educandos sentem-se burlados pela direcção da escola. Contabilizando os montantes disponibilizados entre 2011 e 2012 totalizam 150 meticais e quatro blocos por cada pai. O nosso descontentamento deve-se, sobretudo, ao facto de estarmos a pagar uma coisa que nunca se concretiza e ninguém nos sabe dizer qual é o fim dado ao nosso dinheiro.

Estamos cansados de ser extorquidos e pedimos socorro na expectativa de que já não iremos financiar projectos inexistentes. Queremos salvar os nossos filhos do perigo de contraírem enfermidades devido à sua exposição a intempéries durante as aulas, mas parece que há falta de vontade. Gostaríamos que alguém daquela escola nos esclarecesse sobre o que foi feito com o valor e com o material de construção.

Resposta

Sobre o assunto dos nossos reclamantes, o @Verdade contactou a Escola Primária 25 de Junho, por intermédio da respectiva directora, Delminda da Casaia. Esta desdramatizou o problema e disse que a inquietação dos pais e encarregados de educação não corresponde à verdade, pois as obras cobertas pelo fundo desembolsados por eles já arrancaram.

“A construção das salas de aula é uma realidade, mas não irei tecer mais declarações sobre o caso porque somente o presidente da comissão administrativa da escola é a pessoa indicada para responder à inquietação dos pais e encarregados de educação”, afirmou a dirigente.

Segundo Delminda da Casaia, os pais dos instruendos agiram mal ao exporem a sua preocupação ao @Verdade, uma vez que deviam ter contactado a direcção para obter esclarecimentos ao invés de se fazerem passar por vítimas, supostamente sem nenhum motivo.

Depois dessas palavras, a directora aconselhou a nossa Reportagem a permanecer na Escola Primária 25 de Junho com vista a colher o pronunciamento do referido presidente da comissão administrativa, o qual, ao fim de três horas da nossa estadia no estabelecimento de ensino, ainda não se tinha feito presente no local.

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