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Soldados das FADM próximos de Santujira; Rio Tinto parou exportação de carvão

O efectivo de militares, assim como de armamento, não pára de aumentar nas províncias centrais de Manica e Sofala. Informações não oficiais indicam que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) cercaram o aeródromo municipal de Gorongosa e estão cada vez mais próximas de controlar a região de Santujira, onde Afonso Dhlakama reside desde Outubro passado. A mineradora Rio Tinto interrompeu a exportação de carvão mineral.

Continua-se a viver em clima de “guerra” na região centro de Moçambique apesar dos últimos ataque armados confirmados terem acontecido na segunda-feira (24). O trânsito de viaturas continua a ser feito à luz do dia e sob forte escolta de soldados das FADM e agentes das Forças de Intervenção Rápida (FIR).

Em Muxúnguè, os cidadãos que não abandonaram o posto administrativo, vivem em permanente alerta. Esta terça-feira (25) um helicóptero e uma avioneta, cuja origem e ocupantes não foi possível identificar, sobrevoaram durante algum tempo a região.

Sem poder precisar, o nosso jornalista na região centro indica que o efectivo de militares das FADM já ultrapassou os mil homens, todos fortemente armados, que poderão estar a preparar uma ofensiva ao reduto do líder da Renamo.

Nesta quarta-feira o Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMpfumo, na capital moçambicana, legalizou a prisão do brigadeiro Jerónimo Malagueta, chefe do Departamento de Informação da Renamo, que há uma semana fez a declaração de “guerra” do partido de Afonso Dhlakama. Malagueta foi conduzido a Cadeia Central da Machava onde vai aguardar o julgamento.

Rio Tinto parou exportação

A mineradora australiana Rio Tinto refutou notícias que dão conta de um descarrilamento de um comboio seu, no posto administrativo de Dôa, no distrito de Moatize, em resultado da acção de indivíduos desconhecidos que retiraram a agulha que faz o desvio da linha férrea. Contudo a empresa suspendeu a exportação de carvão mineral através da linha de Sena, que conecta a sua mina em Moatize, na província de Tete, ao porto da Beira, na província de Sofala.

Num breve contacto com a nossa reportagem a Rio Tinto, Hélder Ossmane da assessoria de imprensa, disse “Interrompemos as nossas operações na Linha de Sena, enquanto avaliamos a actual situação. A produção na mina de Benga continua.”

Entretanto, a mineradora brasileira Vale Moçambique não parou de usar a linha de Sena e continua a exportar carvão mineral. Açucena Paul da assessoria de imprensa afirmou que a Vale Moçambique está alerta “observando os acontecimentos e evitando exposições desnecessárias em zonas de possíveis confrontos “.

A empresa Caminhos de Ferro de Moçambique anunciou a suspensão da venda de bilhetes para os comboios de passageiros, na região centro de Moçambique, devido à insegurança que se vive.

 

 

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