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Soldado americano mata cinco colegas numa base militar em Bagdá

Um soldado americano abriu fogo na segunda-feira numa base militar de Bagdá, matando cinco colegas e ferindo outros três. Trata-se do incidente mais mortífero do último mês para o Exército dos Estados Unidos. “Cinco membros das forças de coalizão morreram num tiroteio na base de Camp Liberty, em Bagdá”, anunciou o comando americano no Iraque em comunicado.

Em Washington, um representante do departamento americano da Defesa destacou em seguida que três militares foram feridos durante o incidente, e que um soldado suspeito de ser o autor dos disparos foi preso. No entanto, segundo as redes de televisão CNN e MSNBC, o soldado voltou a arma contra si próprio.

O responsável da Defesa explicou que o incidente ocorreu em um centro médico da base onde estavam internados os militares com distúrbios psicológicos provocados pela guerra. “Fomos informados de que o tiroteio ocorreu em um tipo de clínica do estresse”, declarou, sem especificar se o autor dos disparos era um dos pacientes tratados no centro. Uma investigação foi aberta, frisou o comando militar em Bagdá. Camp Liberty, a maior base militar americana no Iraque, é a sede do comando das forças da coalizão.

A base fica a cerca de 10 km do centro da capital, perto do aeroporto internacional. Além disso, um soldado americano morreu nesta segunda-feira na explosão de uma mina caseira na província de Basra, no sul do Iraque. De acordo com um balanço estabelecido pela AFP a partir de dados do site independente icasualties.org, o número de soldados americanos mortos no Iraque desde a invasão do país, em março de 2003, chega a 4.293.

No dia 10 de abril, cinco soldados americanos morreram num atentado suicida com caminhão-bomba contra um centro da polícia iraquiana em Mossul, norte do país. Dezoito militares americanos morreram no Iraque em abril, o mês mais sangrento para o Exército americano desde setembro de 2008.

Desde o início de maio, 11 soldados americanos morreram no país árabe. Esta não é a primeira vez que um soldado americano abre fogo contra seus colegas no Iraque.

No dia 14 de setembro de 2008, numa base americana do sul de Bagdá, o sargento Joseph Bozicevich, 39 anos, matou a tiros os sargentos Darris Dawson, 24 anos, e Wesley Durbin, 26 anos.

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