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Socialistas têm papel-chave nas eleições inconclusivas na Sérvia

O Partido Socialista do ex-líder Slobodan Milosevic manteve o seu papel-chave na Sérvia, esta Segunda-feira, depois dumas eleições inconclusivas nas quais os eleitores puniram nas urnas o governante Partido Democrático por seus problemas na economia.

Os democratas, parte do bloco reformista que derrubou Milosevic em 2000, viu o apoio a eles cair de 38 por cento em 2008 para 23 por cento, atingidos por uma crise que deixou um quarto da força de trabalho desempregada.

Depois de anos a oscilar entre reformistas pró-ocidentais e pró-russos nacionalistas, as eleições de Domingo para presidente e o Parlamento foram marcadas por um consenso entre os principais blocos políticos, que agora compartilham a meta de aderir à União Europeia.

O direitista Partido Progressista Sérvio (PPS), ex-aliado de Milosevic que ficou em primeiro lugar nas eleições parlamentares com cerca de 25 por cento, tentará convencer os socialistas a deixar a aliança existente com os democratas.

Com os socialistas na condução do governo, a negociação para construir um governo pode consumir os 90 dias disponíveis para isso.

A maioria dos analistas, porém, espera que os socialistas renovem a coligação com os democratas do presidente Boris Tadic, que este ano conquistou para a Sérvia o status oficial de país candidato ao bloco europeu.

O PPS, liderado pelos ex-ultranacionalistas sob Tomislav Nikolic e que agora dizem apoiar a entrada na UE, provavelmente irão controlar 73 dos 250 assentos do Parlamento, enquanto os democratas devem ficar com 68 assentos.

Mesmo com as 45 cadeiras dos socialistas, os principais partidos precisariam de outros aliados para conseguirem a maioria.

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