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Sobe em 13% mortes associadas a mudanças climáticas em Moçambique

A taxa de mortes prematuras de crianças menores de 15 anos de idade, associadas ao fenómeno das mudanças climáticas, em Moçambique, subiu em cerca de 13% em 2010, num universo de pouco mais de 22 milhões de habitantes, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sobre o Impacto da Degradação Ambiental e Emergências em Crianças.

De acordo com um documento em poder do Correio da manhã, em 2006, a taxa de óbitos prematuros daquele grupo social devido a factores ambientais era de 23%, situando-se actualmente em 36%, e “os anos de vida saudável dos moçambicanos reduziu em cerca de cinco vezes, com maior enfoque nas crianças menores de cinco anos de idade”.

O UNICEF aponta a incapacidade das famílias que são removidas das suas casas devido a riscos de ocorrência de desastres ambientais, em aceder a cuidados de saúde básica, saneamento e água potável, originando, no entanto, em doenças de veiculação hídrica.

Água & poluição

O custo da poluição de água e ar atmosférico em Moçambique é estimado em cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo ainda com o relatório daquela instituição internacional filial da Organização das Nações Unidas (ONU).

No entanto, o abastecimento de água poluida representa 3% daquele valor do PIB contra apenas um porcento dos efeitos da poluição do ar ligada à libertação do monóxido de carbono resultante da queima de combustíveis fósseis, realça o UNICEF.

Por outro lado, o documento alerta para o desaparecimento de florestas tropicais, em Moçambique, nos próximos cinco a 10 anos, devido à exploração ilegal de madeira para fins comerciais, para além da sobre-exploração da pesca que tem vindo a tornarse um problema crescente nas áreas costeiras do país, facto que faz com que se registe “uma diminuição do estoque de pescados no mar, afectando as populações dependentes daqueles mariscos para subsistência”.

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