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Só este ano em Maputo, Matola e Boane: AdeM já desactivou 160 ligações clandestinas e irregulares de água

Só este ano em Maputo

Foto de Fim de SemanaA empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) está a levar a cabo, desde o princípio do ano, uma campanha de desactivação e remoção de ligações clandestinas e irregulares nas cidades de Maputo, Matola e no distrito de Boane.

Trata-se de uma acção que visa desencorajar esta prática ilegal, que atingiu níveis alarmantes e que tem contribuído para o aumento do volume de perdas no sistema, sem contar com os prejuízos que têm sido causados à empresa.

Segundo o porta-voz da AdeM, Afonso Mahumane, é difícil avaliar os prejuízos associados a esta prática, mas assegura que são avultados, tendo em conta que “estamos a falar de água não contabilizada, muito menos facturada, sendo, por isso, considerada água perdida”.

“Pelas nossas contas, o volume da água que é consumida de forma ilegal supera, em termos de estimativa, as perdas físicas e isso tem várias implicações, porque consiste em água tratada, cujo processo de tratamento consome energia eléctrica, produtos químicos, mão de obra, entre outros gastos relacionados”, explicou o porta-voz.

Para se ter uma ideia das perdas resultantes desta prática, Afonso Mahumane referiu que, de Janeiro a esta parte, foram detectadas e desactivadas cerca de 160 ligações ilegais em Maputo, Matola e Boane.

Ao número de consumidores ilegais, ou seja, que nunca tiveram um vínculo com a empresa, acresce-se os que recorrem ao “bypass” (contorno do contador para evitar a contabilização da água), bem como os que continuam a beneficiar ilicitamente do precioso líquido, depois de serem suspensos por diversas razões, nomeadamente falta de pagamento das facturas, entre outras.

Entretanto, e porque esta acção tem, também, a vertente de sensibilização, a AdeM afirmou que os cidadãos que estão numa situação ilegal e que colaboram com a empresa, são logo regularizados.

“Os que colaboram podem ser convertidos em clientes. Caso não, as nossas equipas procedem à remoção de toda a instalação e notificam o responsável da casa onde foi detectada a ligação ilegal para que seja responsabilizado”, garantiu o porta-voz da AdeM.

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