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Sírios necessitam de auxílio alimentar, a crise destrói as colheitas

Cerca de 3 milhões de sírios devem necessitar de ajuda em comida, agricultura e pecuária nos próximos 12 meses, à medida que o conflito que devasta o país impediu os agricultores de fazerem a colheita das plantações, afirmaram as agências da Organização das Nações Unidas, Quinta-feira (2).

O Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) disseram que cerca de 1,5 milhão de pessoas precisam de ajuda alimentar urgente e imediata e quase 1 milhão de pessoas precisam de auxílio com plantações e gado.

Um em cada três moradores rurais precisariam da ajuda, afirmaram. “Se a assistência oportuna não for fornecida, o sistema de sobrevivência dessas pessoas vulneráveis poderia simplesmente entrar em colapso dentro de alguns meses”, disse o representante da FAO na Síria, Abdulla BinYehia, num comunicado.

Citando uma avaliação conjunta das Nações Unidas e do governo sírio, as agências informaram que o sector agrícola havia perdido 1,8 bilhão de dólares, este ano, com as plantações de trigo e cevada duramente atingidas.

A avaliação, realizada em Junho e compilada em Julho, relatou que a colheita de trigo foi adiada em Deraa, zona rural de Damasco, e nas províncias de Homs e Hama devido à falta de mão de obra e à relutância em se alugar máquinas agrícolas por causa do conflito.

“Há, portanto, um grande risco de perda de parte da safra se houver ainda mais demora”, disse o relatório.

Cerca de 80 por cento dos 11 milhões de sírios que vivem na zona rural dependem da agricultura para sua renda.

O relatório cita altos funcionários do Diretório da Agricultura da Síria dizendo que o governo de Al Hassake, que tinha 1,1 milhão de hectares de trigo e cevada em 2010, temia que a safra deste ano poderia ser reduzida em 30 por cento.

Quarta-feira (1), o PAM anunciou estar a enviar ajuda alimentar imediata para 28.000 pessoas na maior cidade da Síria, Aleppo, convulsionada por mais de uma semana de combates entre tropas e rebeldes.

A agência diz que enfrenta uma escassez de financiamento de 62 milhões dólares num orçamento global de 103 milhões de dólares para a sua operação na Síria.

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