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Síria tem deserção na polícia secreta

Mais de uma dezena de policiais secretos sírios já se afastaram dos serviços de inteligência, segundo militantes, no Domingo, em aparentemente a primeira grande deserção do serviço que tem actuado como um pilar do governo do presidente Bashar al-Assad.

Um tiroteio eclodiu durante a noite após desertores fugirem do complexo de Inteligência da Força Aérea no centro da cidade de Idlib, a 280 quilômetros a noroeste de Damasco, e dez pessoas em ambos os lados foram mortas ou feridas, disseram os activistas.

A Liga Árabe pediu às autoridades sírias para assinarem um acordo para acabar com a repressão militar aos protestos populares até Domingo, e ameaçou impor sanções financeiras e económicas. Tais prazos foram ignorados repetidamente no passado.

Damasco reclama que a sua soberania seria comprometida pelo acordo, que exigiria admitir monitores árabes para garantir que a Síria retire suas tropas das cidades.

“Ainda há cartas a serem trocadas entre a Liga Árabe e Damasco para chegar a um consenso para o protocolo… Essas comunicações e correspondências estão a ser estudadas por Damasco”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Jihad al-Makdesi, na capital síria.

Assad ainda não deu sinais de que irá acabar com a repressão aos protestos contra o seu governo. No distrito sunita de Bab Amro, Domingo, milhares de pessoas cercaram o caixão de Khaled al-Sheikh, um manifestante de 19 anos de idade, que, segundo moradores, foi morto num tiroteio aleatório do Exército no bairro, esta semana.

Abdelbassel Sarout, um jogador de futebol de 21 anos, beijou a cabeça ensanguentada de Sheikh enquanto uma multidão de jovens cantava ao ritmo de tambores: “Descanse em paz, vamos continuar a luta… mães choram pela juventude da Síria.”

“Quando nós filmamos os protestos para colocar no YouTube, a maioria dos manifestantes tenta esconder o rosto para não ser identificado pela polícia de segurança”, disse Wael, um jovem activista na cidade.

“Khaled sempre ficou com o rosto descoberto, cantando mais alto.” Forças de segurança leais a Assad mataram seis civis no Domingo, incluindo um pai e suas duas crianças, com tiros disparados de veículos em movimento, e também uma professora universitária em Homs, segundo activistas.

As autoridades sírias afirmam estar a combater “grupos terroristas” apoiados por estrangeiros que tentam impulsionar uma guerra civil, que já matou cerca de 1.100 soldados e policiais, desde Março.

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