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SELO: Hard Power: A Nova Estratégia de Donald Trump – Por Raúl Barata

Donald Trump foi claro quando referiu na sua campanha eleitoral que dará mais atenção aos EUA do que ao exterior, diferente daquilo que sempre caracterizou a política dos Estados Unidos da América, pelo menos desde 1945, quando assumiu a liderança da política internacional e da Nova Ordem Mundial. A idéia de ser o defensor e líder do mundo livre não passa pela cabeça de Trump. Para este, somente os interesses nacionais importam, na economia e política exteriores só o jogo de soma – zero prevalecerá.

No entanto, a maneira como Trump vê a política mundial e as relações internacionais é que importam aqui fazer menção. Com a governação de Obama, os EUA perderam a sua capacidade de agir e reagir em situações que colocavam em perigo a soberania, autoridade e segurança americanas e dos seus aliados no sistema internacional. Entende-se que Obama seja mais liberal e aberto a diplomacia na resolução de conflitos, o que facilitou a perda de protagonismo dos EUA face a política internacional. Países como Rússia, China e Irão passaram a ser mais influentes do que os Estados Unidos da América no sistema internacional.

Donald Trump foi eleito para mudar esse cenário, não apenas a nível nacional, mas também, e principalmente a nível internacional. O ataque à uma base militar aérea pertencente a Síria como resposta ao alegado uso de armas químicas pelo regime sírio e pelos seus aliados a Rússia, que matou mais de 80 pessoas, é exemplo de que Trump e o seu governo não irão pautar pelo caminho mais pacífico quando se trata de defender a sua visão ideológica e interesses próprios. Para além da resposta ao ataque químico sírio, Trump mostrou igualmente o seu poderio militar ao estabelecer o equilíbrio de forças, quando revidou às manobras militares levadas à cabo pela Coreia do Norte. É a Real Politics ao rubro.

Donald Trump prometeu na sua campanha eleitoral uma mão dura a todos os inimigos da nação americana, e parece que essa promessa está a ser cumprida. Para os americanos apoiantes de Trump é com satisfação que recebem as notícias que dão conta da reacção extrema americana. Para outros, é momento de tensão e preocupação, pois com esta tendência radical e imprevisibilidade que caracterizam o líder republicano, o futuro é incerto.

Desde já, Trump declarou guerra aos seus inimigos e qualquer um que se coloque à sua frente. Alguns poderão consentir com a posição dos EUA e de Donald Trump face a actual tensão internacional, pois não terão manobras para fazer o contrário, outros poderão aliar-se a esta tendência para garantir certos interesses económicos e de segurança que só os EUA podem garantir, e por último, haverá quem irá constituir alianças para se opor e ir a guerra contra os Estados Unidos, com o intuito de frear a influência deste país e balançar o seu poder a nível da política e das relações internacionais.

Por Raúl Barata

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