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SELO: As iniciativas do Presidente Guebuza: Uma nova série de utopias a re-significar (?!) – Por Wilson Nicaquela

Se tiver tempo, leia… Há um valor moral universalmente partilhado, que eu luto, sem contemplações para abrandar entre os meus correligionários, esse valor é a questão do título póstumo.

O ser humano é tão complexo que para  perceber a sua posição fixa, precisamos “dar voltas em sua volta”.

Não será estranho, que uns irão  associar-me nesta publicação à vários  pseudónimos e enfadonhos, preferindo ignorar todo um baluarte de práticas despostas a seguir são apenas, o seu ICEBERG. Quem se lembra das potenciais UTOPIAS, sim isso mesmo, Utopias do presente e do futuro?

Havia um ponto de ordem, o movimento partia do Conselho de Ministros e desembocava nas Localidades, no meu distrito eu era o “focal point”.

A questão de “um líder comunitário uma floresta nova; um aluno, uma fruteira por ano; ordenamento territorial; construção de tanques cisternas equipadas com caleiras; a alfabetização dos membros dos conselhos consultivos distritais; a gestão dos FDD”, a criação de reservas do Estado para futuras infra-estruturas, ser(ão) hoje, eventualmente para sempre outra série de Utopias, cujo idealizador foi Armando Guebuza.

Com toda sabotagem imposta? como muitos pensam, apenas pelos exploradores dos nossos recursos, a iniciativa um líder, uma floresta já  estava a trazer outra dinâmica e consciência social no combate às queimadas descontroladas.

Conheço florestas, que passaram 5 anos com nenhuma queimada descontrolada, até 2014.

Há escolas, que não tinham traduzido a informação como orientação presidencial. Aliás, escolas que assumiram como tarefa e os resultados eram promissores. Existiram líderes que receberam motorizadas, bicicletas, televisores e mais…. pelo seu envolvimento na manutenção de florestas. Existiram florestas, que convidavam para ir lá fazer  piquenique. Eu entendia duas coisas antagônicas (i.e), as florestas africanas sempre foram nativas, por outro lado com aquela saca desenfreada, era irreversível reposição do que estava, sendo delapidado?!

Nasceram bairros novos, houve uma evolução substancial do número de pessoas com cisternas medida, que não só, contribuía na retenção da água para o consumo, como também na mitigação dos efeitos devastadores das águas de chuva, descarregadas a partir das chapas de zinco sem caldeiras.

As construções descontroladas, resultantes da negligência das autoridades administrativas locais e o combate aos assentamentos informais, eram combatidos sem precedentes e obrigava alguns? Administradores distritais a apertarem cerco aos directores de infra-estruturas, para serem mais técnicos que habitantes dos escritórios.

Pese embora, fossem números escamoteadores da realidade, grande parte dos membros dos Conselhos Consultivos Locais (CCL)já  eram indivíduos que sabiam ler e escrever.

Raras ocasiões, um membro de qualquer nível, viajava de visita à base e não reservar tempo de reunir com a comunidade (CCL) para aferir suas necessidades.

Vezes sem conta, vários projectos de desenvolvimento eram concebidos ou acordados nessas reuniões. Se me recordo, foi nesse tipo de reuniões que foram abordados aspectos em volta da constituição de novos distritos.

E agora, que há esperança do retorno impossível de Guebuza à Presidência da República, qual seria o Real nome daquelas ideias promissoras, mas estagnadas?

Eu estarei tão deslocado, se emprestar o termo a Thomas Moro e lhes chamar de UTOPIAS GUEBUZIANAS?

Terá havido um impacto estranho em todas aquelas então iniciativas e hoje utopias? Eventualmente, não restou assessor algum, na presidência para se lembrar delas?

Aliás, muitos Governadores, na altura eram ministros. Como fiz menção outrora, quando víssemos à base uma das exigências aos admiradores, eram essas actuais utopias em números actualizados. Se esqueceram?

Será que há uma mensagem que se pretende transmitir com isso? Isso mesmo, uma mensagem do tipo ele impunha e nós cumprirmos as ordens para manter a chefia inabalável?

A complexidade da criatura humana reside no facto de nascer com pré-disposição de compreender, que apareceu no planeta para ser registado com aprofundamento o mal que faz e, menos interesse o bem pois, é fruto de sua essência e existência no encontro com Deus criador.

Espero que me compreendam, que estou a fazer o meu papel, peço-lhes, que reavaliem a história da CIGARRA  e a FORMIGA recontada pelo Professor Lourenço do Rosário no lançamento do “Fórum Mozefo em 2014”.

Entendo que nem todos fazemos a mesma coisa, aliás, pensar profundo não é e nunca foi tarefa fácil muito menos de todos, eis que debater temas profundos e capazes de alterar o curso das coisas, jamais foi de todos.

Pensar profundo é virtude e não propriedade, sim, nós  todos podemos, mas precisa ser cultura e não é de noite para o dia e nem depende de “RECEITAS”. Os que pensam nem precisam ser da minha idade ou compatriotas.

Como dizia Armindo Gove (actual administrador de Nacala-a-Velha) em aulas de Matemática, na Escola Secundária da Ilha de Moçambique, em jeito de brincadeiras: a matemática é para uma camada que Deus escolheu. Eu acrescento, pensar profundo idem.

Contudo, não é algo novo a subjugação dos bons pensadores. Quem se esqueceu lembre-se de SÓCRATES, GALILEU GALILEY e outros “iquisitados e indexados”.

Aliás, houve até,  um Bispo ou papa francês? que dissera: um país cheio de pensadores, é um monstro cheio de olhos, deviam, era extinguir muitas universidades. E para nós?

Guebuza foi um presidente muito desonesto com o seu povo, como se propala por aqui e,  eu até, posso concordar. O bom disso tudo, é de nunca lembrarmo-nos dos bons ensinamentos e profundos que ia deixando.

Eis que as suas iniciativas, quase todas, sobretudo as que elenquei, tornaram-se UTOPIAS.

PS: Perdi mais uma oportunidade de ficar no silêncio.

Por Wilson Nicaquela

Psicólogo Escolar e Mestrando em Educação em Ciências de Saúde pela Universidade Lúrio (UniLúrio), Campus de Marrere, Nampula-Moçambique

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