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Sasol abandona pesquisa de hidrocarbonetos no mar

A petroquímica sul-africana Sasol está na iminência de abandonar a pesquisa offshore (no mar) de petróleo e gás nos blocos 16 e 19, ao longo da bacia sedimentar de Moçambique, na região entre as províncias de Inhambane (sul) e Sofala (centro).

Nelson Ocuane, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, diz que a concessionária aponta como motivo da iminente desistência o facto de as reservas de gás natural disponíveis nestes blocos não serem comercializáveis.

Ocuane é citado pelo diário “Notícias” a explicar que depois dos furos de avaliação efectuados está a chegar-se à conclusão de que a exploração do gás natural descoberto não seria economicamente viável.

Os estudos de impacto ambiental apresentados em 2006, particularmente para os domínios da pesca artesanal e turismo, não evidenciaram grandes constrangimentos capazes de inviabilizar as pesquisas.

Ao abrigo de um contrato de pesquisa e produção de hidrocarbonetos assinado com o Governo moçambicano em Setembro de 2010, o consórcio envolvendo a Sasol e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) vem levando a cabo estudos mais aprofundados com vista à descoberta de petróleo e gás.

Conforme rege o contrato, num máximo de oito anos a Sasol comprometia-se a investir um total de 25 milhões de dólares norte-americanos em actividades que, se esperava, levassem à descoberta de gás ou petróleo economicamente viáveis.

A área situa-se perto dos jazigos de Pande/Temane, assim como de outros achados de gás natural, alguns deles feitos na véspera da assinatura do contrato de concessão, como, por exemplo, as descobertas técnicas de gás natural em Njika-1 e Njika-2, perfurados nos blocos 16 e 19 no mar.

Os blocos 16 e 19 situam-se nas águas do mar ao largo das províncias de Inhambane e Sofala, a sul do rio Save e a norte do Cabo de São Sebastião e a Este do Parque Nacional de Bazaruto.

A Sasol está a explorar gás natural nos jazigos de Pande/Temane, na província de Inhambane, desde 2004, tendo no ano passado elevado a capacidade de produção para 184 milhões de gigajoules, contra 120 milhões de gigajoules por ano, num investimento estimado em 220 milhões de dólares.

Dos 63 milhões de gigajoules adicionais resultantes de Pande/Temane 27 milhões serão destinados ao mercado moçambicano, a mesma quantidade para o mercado da África do Sul, enquanto os restante nove milhões representam “royalties” alocados ao Governo moçambicano como uma das formas de pagamento da exploração daquele recurso energético.

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