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Rios Maputo, Incomáti e Zambeze na iminência de cheias

Chuvas fortes ocorridas na vizinha África do Sul e Suazilândia durante a semana finda estão a influenciar fortemente as bacias dos rios Incomáti e Maputo que voltaram a atingir níveis preocupantes a partir do final de semana, situação que deverá prevalecer nos próximos dias. O rio Zambeze também motiva uma atenção especial às autoridades devido ao volume de àgua que tem estado a receber, nesta época chuvosa, a partir da montante que colocam em perigo a população a jusante.

 

 

Dados facultados pela Direcção Nacional de Águas dão conta que no sábado e domingo não houve, em território nacional, chuvas com impacto significativo para a alteração de escoamento nas bacias hidrográficas com a excepção de Goonda, na bacia do Búzi, onde houve registo de 50.2 milímetros.

A bacia do rio Incomáti está a subir e atingiu o estado de alerta em Magude, onde registou cerca de 5 centímetros acima do nível de alerta no domingo, o mesmo acontecendo com o rio Maputo nas estações da fronteira oeste e Madubula em que as águas ameaçam galgar as margens

. A bacia do Zambeze mantém-se acima de alerta em Caia e Marromeu, mas a tendência é estacionária em Caia e de descida em Marromeu.

As restantes bacias hidrográficas do país registaram oscilações dos níveis hidrométricos com tendência estacionária e abaixo de alerta. Devido às chuvas que ocorrem a montante, as principais albufeiras do país continuam a registar tendência para ligeiro incremento do volume de armazenamento de água, exceptuando as barragens de Nacala e Nampula, em resultado da fraca ocorrência de precipitação naquela região do país.

As bacias dos rios Maputo e Incomáti deverão continuar a registar subida dos níveis hidrométricos, mantendo-se acima de alerta nas estações de Fronteira oeste, Madubula (bacia de Maputo) e Magude, na bacia do Incomáti. A bacia do rio Zambeze poderá manter-se acima de alerta em Caia e Marromeu, mas com tendência estacionária em Caia e de baixar em Marromeu. As restantes bacias hidrográficas poderão manter-se estáveis e abaixo de alerta.

Apesar da tendência do incremento dos níveis hidrométricos nos principais rios, o INGC, através do respectivo director, João Ribeiro, dá conta que até aqui todo o esforço de emergência ainda está acomodado dentro do plano de contingência aprovado pelo Governo. Por enquanto, mantém-se o alerta laranja que significa estado de prontidão. Todas as instituições gestoras das calamidades estão mobilizadas e a monitorar a evolução da situação.

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