Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Revoltosos levantam bloqueio de campo petrolífero no sul da Líbia

Revoltosos levantaram, segunda-feira, o seu bloqueio de mais de 10 dias imposto ao campo petrolífero de al-Charara, no sul da Líbia, com capacidade de 340 mil barris por dia, depois da satisfação das suas reivindicações pelo Governo, soube-se, terça-feira (4), de fontes próximas do processo negocial.

“O presidente da comissão governamental encarregue das negociações, o ministro da Defesa Abdallah al-Thini, alcançou com os revoltosos um acordo nos termos do qual estes terão direito a um número de identificação nacional e à criação duma Câmara Municipal”, indicaram as mesmas fontes.

O acordo abrange igualmente a construção de um centro sanitário na região dotado de uma ambulância”, acrescentaram. Habitantes da cidade de Oubari (sul) organizaram uma manifestação pela segunda vez desde outubro passado no campo para reclamar pela criação de uma Câmara Municipal e pela atribuição de números de identificação à minoria Touareg para lhes permitir adquirir os documentos de identidade nacional.

O levantamento do bloqueio deste poço petrolífero, que fez baixar em Fevereiro a produção da Líbia para menos de 250 mil barris por dia, permitirá, segundo os especialistas, fazer subir a produção para mais de 500 mil barris por dia.

Desde Julho passado, os apoiantes do federalismo no leste do país encerram os principais terminais petrolíferos, provocando uma baixa da produção para menos de 200 mil barris contra um milhão e 500 mil antes do início do movimento.

Esta baixa da produção de petróleo, principal fonte de rendimento deste país da África do Norte, custou até agora cerca de 10 biliões de dólares americanos, segundo o Ministério do Petróleo.

O primeiro-ministro líbio, Ali Zeidan, advertiu contra uma crise económica se esta situação persistir, afirmando que os salários dos funcionários poderão ser afetados. A economia líbia vai confrontar-se em 2014 com uma contração da ordem de mais de cinco porcento do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as estimatias do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!