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Renamo diz que perdeu sete elementos em incidente com comitiva de Dhlakama no centro de Moçambique e desmente ter disparado sobre civis

“Investigação e um eventual esclarecimento por uma Comissão de verdade poderiam ajudar a Frelimo e a Renamo”

Foto de Cidadão RepórterO partido Renamo afirmou neste sábado(26) que sete elementos da comitiva do presidente do partido, Afonso Dhlakama, morreram, num alegado ataque na sexta-feira na província de Manica, centro de Moçambique, e mostrou preocupação com a actual situação no país. “Estou a confirmar que o presidente de Dhlakama mais uma vez caiu numa emboscada ontem [sexta-feira], que resultou na morte de sete elementos da Renamo, quatro civis e três militares”, disse o porta-voz do maior partido da oposição em Moçambique, em conferência de imprensa realizada em Maputo, e negou a autoria dos disparos contra os civis que perderam a vida mesmo incidente, salientando que “não é prática da Renamo atacar civis”.

António Muchanga afastou rumores sobre o paradeiro de Afonso Dhlakama desde o fim do dia de sexta-feira, afirmando que o líder da oposição se mantém na província de Manica, embora se tenha recusado a informar o local concreto.

“Queremos dizer ao povo moçambicano que o presidente Dhlakama saiu são e livre, está em bom estado de saúde, moralmente preocupado com o caminho que nossos detratores escolheram para que fosse seguido no país”, declarou Muchanga.

O porta-voz do partido Renamo disse que a prioridade do partido é retirar os corpos das suas vítimas e dar-lhes um funeral condigno e que Dhlakama vai continuar a lutar pela democracia em Moçambique. “A luta pela democracia continuará, o presidente Dhlakama persistirá e resistirá a todas as tentativas de destruir a democracia no país”, referiu.

Foto de Cidadão RepórterO líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse na sexta-feira à Lusa que escapou ileso a um novo ataque em menos de duas semanas na província de Manica, centro de Moçambique. O ataque ocorreu hoje ao fim da manhã na Estrada Nacional 6 (EN6) em Zimpinga, distrito de Gondola, quando a comitiva da Renamo seguia para Nampula, segundo o presidente do partido, que falava no local do incidente.

Dhhlakama permaneceu no local até às 18:00 locais de sexta-feira, afirmou António Muchanga, que referiu baixas entre dezenas dos atacantes e que “maioritariamente não traziam uniformes, estavam vestidos à civil, mas tinham coletes [à prova] de balas” e deixaram no terreno armas ligeiras e uma bazuca.

A polícia de Manica rebateu na sexta-feira a versão da Renamo de que tinha sofrido uma emboscada e atribui à comitiva de Dhlakama um ataque a um “chapa”, assassinando o motorista. “O que custa é descobrir quem está a fazer os desmandos, mas nós já descobrimos, são homens da Renamo, estavam numa caravana, dispararam e atingiram mortalmente alguém”, afirmou, em declarações à Rádio Moçambique, o comandante da polícia em Manica, admitindo procedimento criminal pelo homicídio de um civil.

Quando se dirigiu na sexta-feira ao local, a Lusa observou um “chapa” e no seu interior estava o motorista e alguns passageiros mortos.

Foto de Cidadão RepórterNa conferência de imprensa deste sábado o porta-voz do maior partido de oposição afastou a autoria de disparos contra o “chapa”, salientando que “não é prática da Renamo atacar civis”.

“É uma mentira. Mesmo que tivesse acontecido, quantas pessoas a polícia tem baleado aqui. E quantas vezes fomos matar a polícia que baleou?”, questionou Muchanga.

Este é o segundo incidente em menos de duas semanas que envolve o líder da Renamo, depois de no passado dia 12 de setembro, a comitiva de Dhlakama ter sido atacada perto do Chimoio, também na província de Manica. Na altura, a Frelimo acusou por sua vez a Renamo de simular a emboscada, enquanto a polícia negou o seu envolvimento, acrescentando que estava a investigar.

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