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Renamo apanha armas abandonadas supostamente pelas forças governamentais

Renamo afirma ter apanhado 15 armas do tipo AK4 e supõe que as mesmas sejam das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e entende que este material terá sido abandonado por militares do Governo que por “pânico e pavor” desertaram e regressaram a Maputo, trajados a civil.

Em relação ao ataque à base de Marínguè, a versão da Renamo é, mais uma vez, contrária à informações dada pelo Governo na segunda-feira (28). Em comunicado, a “Perdiz” diz que o ataque foi provocado pelas forças governamentais que se terão feito àquela com o único objectivo de ocupá-lo.

No dia em que ocorreu a invasão e a consequente tomada da base da Renamo em Maringue, o Governo disse que mesmo ocorreu na sequência de provocações feitas pelos homens armados daquele partido. O Governo através do director-adjunto da Política da Defesa, Manuel Mazuze, disse ainda não ter havido vítimas humanas, facto contrariado pela Renamo, que refere que o ataque causou “baixas e um número considerável de feridos”, acto que, aliás, fez com que as forças governamentais recuassem para a vila.

Segundo narra a Renamo, as forças do Governo quando chegaram à Maringue na referida segunda-feira iniciaram o bombardeamento à base, usando para o efeito armas de grande calibre, tais como canhão de 75mm, canhão B-10, morteiro 82 e antiaérea. “Valeu, aos seguranças da RENAMO, a informação prévia que lhes permitiu afastarem-se do alvo e de perto assistiram ao espectáculo macabro”, refere.

A Renamo diz ainda não ter reagido, no inicio do ataque, pois os seus homens encontravam-se em lugar seguro, entretanto, “terminados os bombardeamentos, as FADM/FIR tentaram entrar no interior da base. Aí os seguranças da RENAMO responderam com fogo. Perante a resposta armada, que causou vítimas, as FADM teriam recuado “para levar feridos e reforçar o material que se esgotara”.

Entretanto, as FADM teriam no mesmo dia regressado ao local com intuito de queimarem as barracas dos seguranças e persegui-los na estrada que vai a Pango, passando pelo rio Npfuza, em direcção à antiga base de Massala.

Mais um ataque esta quarta-feira

Na manhã desta quarta-feira, por volta das 8 horas, homens armados atacaram com recurso a armas de fogo uma viaturas de uma escolta militar num troço que vai de Rio Save até Muxungue, em Sofala, centro de Moçambique, onde terão ficado feridas cinco pessoas, incluindo o comandante da escolta, aponta a agência Lusa.

Este é o terceiro ataque registado naquele troço em menos de 10 dias, desde que o exército atacou e ocupou a base da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, onde vivia há um ano o seu líder, Afonso Dhlakama, agora fugitivo em lugar incerto.

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