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Livro de Reclamação: trabalhadora do Salão de Beleza Zinha pelas irregularidades perpetradas pela patroa

Saudações, Jornal @Verdade. Chamo-me Sónia Saíde Mussa, trabalhadora do Salão de Beleza Zinha, sito no Mercado de Xiquelene, na cidade de Maputo. Gostaria, através do vosso meio de comunicação, de expor algumas irregularidades perpetradas pela minha patroa, relacionadas com os atrasos salariais e maus-tratos a que sou sujeita.

O que me inquieta bastante é a falta de respeito e consideração por parte da minha chefe. Diariamente, ela submete-me a trabalhos que não estão previstas no acordo que nós as duas temos. Fui contratada para trabalhar no salão e não para ser empregada doméstica como tem acontecido, de há tempos para cá.

Ela força-me a cuidar do seu filho recém-nascido durante o período em que sai de casa para tratar de assuntos particulares. Por via disso, sou obrigada a lavar as fral- das do seu bebé todos os dias. Eu acho que isso não é justo, principalmente porque não sou remunerada para o efeito.

Quando reclamo, a minha patroa diz que se eu não estiver satisfeita por causa dos trabalhos que me obriga a fazer devo pedir demissão mas sem direito a nenhuma compensação.

Aliás, há três meses que não aufiro o salário correspondente às ta- refas que realizo no salão. Eu tenho filhos que dependem desse ven- cimento para irem à escola e para se alimentarem.

De que forma ela acha que eu vivo com a minha família? Por várias vezes, tentei, de forma pacífica e amigável, fazer com que a minha patroa perceba que há necessidade de ela pagar os meus ordenados mensais em atraso mas a senhora só sabe fazer promessas que depois não cumpre. Estou deveras agastada e sem saber a que entidade devo recorrer para a persuadir a desembolsar o meu dinheiro.

Resposta

Sobre este assunto, o @Verdade contactou a proprietária do Salão de Beleza Zinha, que se identificou pelo nome de Terezinha Juma. Esta negou algumas das acusações que pe- sam sobre si e alegou que uma parte do que a sua empregada disse não passa de mentira. A nossa entrevistada admitiu que a sua funcionário não aufere os seus vencimentos há três meses. Sem avançar datas, ela prometeu liquidar a dívida em breve.

“O único problema que eu reconheço é o atraso do salário porque nos últimos dias o salão não rende o suficiente para garantir o vencimento dela (Sónia Mussa) a cada fim do mês. Mas em parte ela também não atrai as clientes e as poucas (mulheres) que entram no salão são maltratadas e no dia seguinte não voltam para fazer o tratamento de cabelo”.

Relativamente à acusação segundo a qual Terezinha Juma obriga a sua funcionária a cui- dar do seu filho recém-nascido sem nenhuma remuneração, a nossa interlocutora disse que não é verdade. Contudo, uma vez pediu para que Sónia Mussa cuidasse do bebé enquanto a patroa atendia uma cliente. “Eu não sabia que aquilo iria gerar problemas…”.

Sobre os maus-tratos de que a reclamante se queixa, Terezinha disse que nunca teria co- ragem de protagonizar uma maldade como a que Sónia refere porque, para além de esta ser sua funcionária, é sua amiga pessoal.

“Eu acho que ela já não quer manter a nossa amizade nem trabalhar para mim”, disse Terezinha Juma, que condenou o facto de Sónia ter denunciado as alegadas irregularidades ao @Verdade. A nossa interlocutora considera que as palavras da sua funcionária visam manchar a sua imagem e evitar que a suposta relação cordial entre ambas continue.

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