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Livro de Reclamação: trabalhadores da empresa Safe Guard Segurança pelos atrasos salariais e despedimentos

Saudações, Jornal @Verdade. Somos trabalhadores da empresa Safe Guard Segurança, sita na Avenida Kennet Kaunda, na cidade de Maputo. Gostaríamos, através do vosso meio de comunicação, de expor a nossa inquietação em relação a algumas irregularidades perpetradas pelos agentes dos recursos humanos desta firma, no que diz respeito a atrasos salariais e despedimentos sem justa causa.

O que nos aflige são os despedimentos frequentes e sem nenhuma explicação, particularmente dos funcionários que foram admitidos em Agosto de 2012. No princípio éramos um total de 80 trabalhadores mas, destes, 70 já foram expulsos dos seus postos. Os 10 empregados ainda em exercício estão com medo de perder o emprego e não sabem qual será o seu destino.

O propósito dos gestores da Safe Guard Segurança é despedir todos os funcionários contratados em Agosto de 2012 para substituí-los por novos, que passarão a auferir salários inferiores aos dos trabalhadores no activo. Como consequência disso, o chefe de projectos está a fazer um inquérito secreto junto dos funcionários na companhia há muito tempo como forma de concretizar o que eles chamam de “acabar com todos”.

Inquieta-nos ainda o facto de que, quando pedimos para falar com o director da empresa, somos barrados por gente que se acha esperta. A outra preocupação tem a ver com os atrasos sistemáticos no pagamento dos salários. O acordo celebrado entre as partes determina que ao 24º dia de cada mês os funcionários devem auferir os seus ordenados mas o que tem sido recorrente é que isso acontece muito tarde e sem nenhumas explicações.

Quando a gente reclama de atrasos salariais somos intimidados com recurso a notas de culpa e solicitam-nos que nos justifiquemos. Somos acusados de sermos agitadores e, consequentemente, somos expulsos sem nenhuma indemnização. Estamos agastados e gostaríamos que os nossos direitos fossem repostos.

Resposta

Sobre este caso, o @Verdade contactou a chefe do Departamento dos Recursos Humanos e Finanças da Safe Guard Segurança, a qual se identificou pelo nome de Ivone. Esta negou, de forma insolente, todas as acusações apresentadas pelos trabalhadores. Ela alegou que as lamentações são infundadas em virtude que os funcionários estarem a ser devidamente tratados.

“Nunca dispensámos ninguém sem justa causa”. Os empregados que se acham injustiçados, segundo Ivone, nunca apresentaram as suas preocupações à direcção daquela empresa; por isso, ela não vê motivos para o que se diz. Sobre os processos disciplinares de que os trabalhadores se queixam de ser alvo sem razões palpáveis, a nossa interlocutora garantiu que os mesmos visam os funcionários que geralmente se apresentam nos seus postos de trabalho embriagados.

“E nós não podemos tolerar este tipo de comportamento”. Ivone afirmou que o departamento que dirige envida esforços no sentido de cumprir as normas previstas na Lei do Trabalho em vigor em Moçambique, e que todos os funcionários demitidos por várias irregularidades auferem os salários correspondentes ao tempo que trabalharam naquela firma, excepto nos casos em que alguém abandona a companhia sem o conhecimento dos responsáveis.

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