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Rebeldes somalis cavam trincheiras; explosão mata 6 na capital

Militantes islâmicos preparavam-se, Terça-feira, para defender uma cidade do sul da Somália contra os avanços de tropas do governo nacional e do vizinho Quênia, enquanto em Mogadício, a capital, um carro-bomba matou seis pessoas durante uma visita de um ministro queniano.

Em meio a fortes chuvas e muita lama, os moradores tentavam fugir da localidade de Afmadow, que se prepara para a próxima fase de uma ofensiva iniciada, Domingo, pelo Quênia, em conjunto com as forças locais.

Essa ofensiva, uma arriscada tentativa de garantir o controle da anárquica região da fronteira, ameaça enredar o Quénia na guerra civil somali, que já dura duas décadas.

Mas, diante de uma onda de sequestros cometidos pela milícia islâmica Al Shabaab, em território queniano, o governo de Nairóbi concluiu que a operação seria a melhor forma de evitar danos à imagem do país e ao seu importante sector turístico.

Numa declaração conjunta, asautoridades do Quénia e da Somália disseram que vão realizar ataques preventivos contra os militantes que ameaçarem a segurança de qualquer um desses países.

Uma delegação de primeiro escalão do governo queniano foi a Mogadício discutir esse assunto, e durante a visita, um carro-bomba explodiu perto de dois ministros, matando seis pessoas, segundo um funcionário de uma ambulância.

O Quénia evita dar detalhes sobre a operação, mas um porta-voz militar disse que os soldados do país entraram a cerca de cem quilómetros no território somali, até a localidade de Qoqani, que fica 30 quilómetros a oeste de Afmadow.

“É difícil estimar a duração da nossa operação”, disse o major Emmanuel Chirchir. Aviões voavam baixo sobre Afmadow, reduto rebelde que serve como entreposto para os produtos que vêm do porto de Kismayu.

Um comandante de uma milícia aliada do governo somali disse que seus combatentes estão estacionados nos arredores da cidade, e que a chuva retarda seu avanço.

Enquanto isso, os militantes da Al Shabaab cavavam trincheiras e túneis em vários pontos da cidade e organizavam colunas de combatentes, além de mobilizarem dezenas de veículos equipados com metralhadoras, segundo moradores.

Osman Roble, morador de Afmadow, disse à Reuters por telefone que a maioria dos habitantes começou a fugir para Dhobley, região de fronteira que, segundo militares quenianos, já está livre dos militantes.

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