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Rebeldes libertam três mulheres reféns em Casamança

As três mulheres raptadas pelos combatentes do Movimento das Forças Democráticas da Casamança (MFDC, rebelião), a 3 de Maio último, no oeste de Ziguinchor (sul do Senegal), foram libertas, Segunda-feira (27), em Kassolol pelos seus raptores.

Trata-se de Fatou Gueye, Fatou Diaw e Sophie Aidara que faziam parte de uma equipa de desminagem de 12 pessoas. Segundo o antigo edil de Ziguinchor, Robert Sagna, principal negociador, a libertação das três reféns ocorreu pouco antes das 16:00 locais e as três mulheres foram logo encaminhadas para a capital bissau-guineense situada a apenas alguns quilómetros da localidade onde elas foram raptadas.

“Confirmo que as três mulheres foram libertas à tarde e encaminhadas para Bissau para as entregar ao embaixador e ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas senegalesas”, confiou Robert Sagna que não precisou se as três mulheres serão encaminhadas ou não para Dakar.

Ele sublinhou que não havia nenhuma autoridade senegalesa em Kassolol durante a cerimónia da sua libertação mas que as negociações iriam continuar para obter a libertação dos restantes nove (homens) que ainda se encontram sob cativeiro dos rebeldes do MFDC.

Segundo uma outra fonte, os rebeldes leram uma pequena declaração por intermédio de Edouard Diédhiou, adjunto de César Badiate, líder de uma das alas do MFDC, na qual eles confirmam que “libertamos oficialmente as três mulheres depois de negociações de boas vontades que contribuíram muito para a sua libertação”.

“Fomos igualmente muito sensíveis ao apelo da Plataforma das Mulheres para a Casamança que se manifestaram, Quarta-feira passada, em Ziguinchor. A desminagem total da Casamança é condição para o regresso de uma paz definitiva à Casamança”.

César Badiate e os seus combatentes exigem uma outra reunião com os responsáveis do Centro Nacional Senegalês de Acção Antiminas (CNAMS) e uma outra similar à que teve lugar de 18 a 20 de Março último, em São Domingos, na Guiné-Bissau, para deporem as armas.

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