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DIREITO À RESPOSTA: à carta anónima acerca do papel da JEMBI e do projecto MOASIS no Sistema Nacional de informa

Lamentamos ver uma carta anónima publicada no seu jornal com conotação negativa envolvendo a nossa organização e o MOASIS em Moçambique. Achamos que o conteúdo da carta não constitui verdade e com certeza não ajuda a informação pública pelo que gostaríamos de ver isso corrigido. A Jembi é uma ONG reconhecida em Moçambique com sede principal na África do Sul com projectos de envergadura nacional e internacional e em parceria com governos e universidades em Moçambique, África do Sul, Ruanda, Zimbabwe nos EU, Canada e Europa.

Em primeiro lugar queremos esclarecer que contrariamente ao referido na aludida carta anónima o MOASIS não é uma ONG mas sim um projecto da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) que funciona com o apoio da ONG Jembi Health Systems através de uma parceria de longa duração. Nesta parceria as capacidades e os recursos de cada organização integrante, da rede de universidades e governos, bem como de especialistas séniores na área de Sistemas e tecnologias de Informação e comunicação de todo o mundo são disponibilizados para oferecer serviços de melhor qualidade aos sectores público, académico e privado atraindo interesse dos parceiros nacionais e internacionais e promovendo investimentos em e para Moçambique.

De entre outras imprecisões e falsidades da carta anónima queremos esclarecer que o projecto MOASIS não é dirigido de nenhuma forma pela pessoa cujo nome é mencionado na carta, mas sim por um Investigador Principal que é um quadro sénior moçambicano e funcionário da UEM. Desde 2008 que o projecto MOASIS vem apoiando o Ministério da Saúde (MISAU) em áreas específicas da esfera de acção do Departamento de Informação para a Saúde (DIS) através de projectos definidos no Memorandum de Entendimento assinado em 2010 entre a UEM e o MISAU e planos de trabalho conjuntos aprovados anualmente pelo MISAU e parceiros.

Este modelo de cooperação Sul-Sul está consubstanciado em elementos de evidente benefício bilateral tais como o aproveitamento das capacidades e experiências similares da região, reutilização de projectos de sucesso, acesso a equipas multidisciplinares de órgãos de governos dos países vizinhos, investimento directo no crescimento dos profissionais moçambicanos, transferência de tecnologias numa estratégia para garantir a sustentabilidade. Nos últimos 5 anos esta parceria tem proporcionado ao Sistema de Informação para a Saúde (SIS) uma grande quantidade de resultados concretos, inovadores, de formação, com transferência de recursos e investimentos como nunca tinham acontecido no passado.

Com efeito, em cinco anos de colaboração, foram realizados com sucesso mais de 27 projectos de envergadura nacional no MISAU, reactivada a produção e publicação regular de dados estatísticos, iniciados novos sistemas chave para gestão mais eficiente da saúde e da área social do país tais como o registo de mortalidade nacional, reforma do sistema de estatísticas vitais, suporte ao Ministério da Mulher e da Acção Social no âmbito dos sistemas de informação, monitoria e avaliação, formação técnico-profissional e académica, produzidos e publicados inúmeros artigos científicos, participação com apresentações em diversos fóruns mundiais nos quais o governo moçambicano era um exemplo de boas práticas e um modelo de como realizar trabalho com sucesso num contexto de exiguidade de recursos.

Estes factos tem historicamente contribuído para atrair maior interesse e consistentes recursos para o desenvolvimento de longo prazo dos sistemas e tecnologias de informação e comunicação para os sectores sociais em Moçambique. É do nosso conhecimento que muitas entidades do governo moçambicano, parceiros e fóruns internacionais fazem referência e promovem o modelo de parceria que neste caso envolve a Jembi, o MOASIS, o MISAU e sector privado apontando-o como exemplo de como trabalhar com sucesso para melhorar os sistemas de informação púbicos com transparência e profissionalismo num contexto de exiguidade de recursos.

Quem escreveu a carta anónima provavelmente deve ter interesse pessoal em interromper o desenvolvimento de tal modelo de trabalho de sucesso, criar instabilidade, desalento e descontentamento nos parceiros e condicionar o fluxo benéfico de recursos para o sector social em Moçambique. Em nosso entender julgamos importante e necessário dar a conhecer, sublinhando, que ao longo dos anos de sua actividade o projecto MOASIS é anualmente submetido a fiscalizações obrigatórias de uma sociedade internacional de auditoria para certificação das contas e garantir o cumprimento das regras, protocolos e regulamentos éticos disponíveis em forma de manuais nas instalações da organização e aprovados pelos parceiros que suportam o trabalho do MOASIS.

Tudo o que é feito tem que seguir regras e procedimentos muitos rígidos dos financiadores sem possibilidade de equívoco. No ano de 2013 o projecto MOASIS foi fiscalizado por três entidades externas e nestas acções não se encontrou nenhum indício de irregularidade técnica, de procedimentos, ética ou de facturação. Adicionalmente gostaríamos de informar que as avaliações de confiança, utilização de fundos, contabilidade, etc. foram dos mais altos padrões possíveis. O projecto MOASIS não paga salários a funcionário do SNS, mas tão somente ao pessoal do seu próprio quadro de pessoal que, como é obvio, em caso nenhum faz parte dos quadros do SNS. Ademais; nunca ofereceu emprego a quadros do SNS no activo.

Actualmente o MOASIS não tem nem teve nenhum caso de contratação de familiares mesmo não tendo regras que proíbam tal prática. Desde a sua criação o projecto MOASIS vem actuando como entidade sem interesses privados, especializada na área de sistemas e tecnologias de informação e comunicação que apoia o DIS, MISAU no desenvolvimento de projectos de âmbito nacional e inovadores bem como na infraestrutura, no pessoal de informática e de estatística em saúde em Moçambique.

Com o apoio técnico e financeiro da Jembi, do PEPFAR e de outros financiadores internacionais, nomeadamente o CDC (Centers for Deseases Control and Prevention), a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Twinning Centre (ONG norte-americana), a UCSF (Universidade de Califórnia São Francisco), a ITECH (Universidade de Washington), a Fundação Rockefeller e o IDRC (Internacional Development Research Center of Canada), o projecto MOASIS tem vindo a fornecer um ambiente interno e externo mais estável para que os projectos de sistemas de informação possam ter continuidade e não constituam um peso excessivo para o MISAU e pessoal do MISAU, tenham em conta a sustentabilidade e possam ser desenvolvidos com qualidade e profissionalismo.

Efectivamemte, a equipa do MOASIS conta com especialistas com uma longa e comprovada experiência de trabalho na área de sistemas e tecnologias de informação e comunicação e um grupo de desenvolvedores e implementadores de sistemas de informação e software moçambicanos maioritariamente formados pela UEM. Com efeito, o projecto MOASIS dispõe de 22 especialistas, incluindo o Investigador Principal, Coordenador do Programa, especialistas em sistemas de informação sanitária, desenvolvedores de software, implementadores, técnicos de TIC, oficiais de programas e administrativos.

Estamos portanto perante um projecto que visa melhorar a gestão dos cuidados de saúde em Moçambique através do reforço das capacidades moçambicanas na área do SIS, eHealth e desenvolvimento de estatísticas vitais, implementação e avaliação através de introdução de tecnologias inovadoras, desenvolvendo perícia local, apoiando e promovendo parcerias público-privado. O projecto MOASIS trabalha em projectos de sistemas de informação de grandíssima envergadura com recursos limitados representando uma abordagem de alta eficiência em termos de custos e benefícios e tornando-o num forte e produtivo modelo de colaboração Sul-Sul graças aos esforços combinados de todos os parceiros referenciados.

A ONG Jembi foi a inspiradora e tem criado esse modelo e colabora com a UEM através do seu envolvimento global com o projecto MOASIS, por via do projecto implementado com financiamento de parceiros. A equipa da Jembi é composta por trabalhadores altamente qualificados, incluindo coordenadores de programa e projectos, técnicos, epidemiologistas, especialistas em sistemas de informação para a saúde e terminologia medica, especialistas de TIC e interoperabilidade, programadores, analistas de sistemas, gestores de subvenções, administrativos e oficiais de logística.

É pois esta equipa que se encarrega pela mobilização de recursos, preparação de propostas de financiamentos, gestão dos projectos financiados, acompanhamento e monitora da implementação das actividades programadas em Moçambique através de visitas de campo envio de especialistas, bem como de teleconferências diárias, que são o garante do apoio multiforme e assistência técnica necessária e contínua. A Jembi dispõe igualmente de uma ampla rede de especialistas e entidades académicas que apoiam a sua actividade bem como parceiros locais que facilitam a aplicação de boas práticas.

Para além da Cidade de Maputo (Moçambique) a Jembi possui escritórios e projectos nas Cidades do Cabo e Durban (África do Sul), Ruanda (Kigali) e Zimbabwe (Harare). Com base no modelo descrito anteriormente, envolvendo a Jembi, o MOASIS, os sectores público, académico e privado a parceria tem apoiado o desenvolvimento de projectos complexos do Sistema de Informação de Saúde, infraestrutura de informática para saúde e contribuiu para o aumento do número de pessoal local de saúde com formação em TIC que por sua vez constitui a base para melhoria da gestão do sistema de informação em Moçambique.

Dada a experiência acumulada ao longo dos vários anos de trabalho com o sector público este modelo está sendo expandido para ajudar outros sistemas nacionais na abordagem dos desafios inerentes ao fortalecimento dos sistemas de informação como um passo fundamental para alcançar uma gestão efectiva dos sectores sociais. É assim que na colaboração entre os ministérios da Saúde e da Justiça, o MOASIS e a sua parceira Jembi Health Systems, lograram em 2013 alcançar, mais uma vez, uma série de resultados importantes e concretos no desenvolvimento dos sistemas de informação para os sectores sociais com ênfase para o da saúde em Moçambique.

Entre os maiores sucessos o MOASIS trabalhou com o MISAU na criação do primeiro sistema de registo electrónico para a monitoria da mortalidade e morbilidade intra-hospitalar que é um aplicativo de código aberto e propriedade do próprio MISAU e não do MOASIS conforme se sugere, alojado em computadores dos vários hospitais do MISAU e não no MOASIS. Este e outros aplicativos desenvolvidos no âmbito da parceria são operados pelos técnicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que também são responsáveis pela gestão de todos os processos a todos os níveis de gestão e de prestação de cuidados de saúde.

Os dados exportados para os níveis mais altos da organização, são anónimos e geridos pelo DIS. Não existe portanto nenhum servidor de dados do SIS externo ao MISAU que seja do MOASIS ou do conhecimento do MOASIS. Em geral os dados do SIS são produzidos, recolhidos e analisados pelo pessoal do SNS e do DIS (a todos os níveis, desde a unidade sanitária até ao nível central do MISAU) e não pelo MOASIS. Para confirmar este aspecto bastaria compulsar as fichas técnicas das publicações do MISAU que são de domínio público. Reiteramos que todos os aplicativos no SNS apoiados pelo MOASIS são utilizados e geridos pelo pessoal do SNS.

O MOASIS apoia apenas o desenvolvimento e implantação inicial e não tem pessoal próprio a trabalhar nas unidades sanitárias, distritos ou províncias que se ocupe da gestão de sistemas ou de dados. O projecto MOASIS não paga digitadores em locais onde existem aplicativos, nem decide a quem treinar pois esta é prerrogativa dos órgãos centrais do MISAU. No ano de 2013 o MOASIS treinou formalmente mais de 180 trabalhadores do SNS que se incluídos os capacitados nos anos anteriores o número ascende para mais de 300. O MOASIS sendo um projeto de uma instituição pública nunca participou em concurso público comercial em Moçambique no âmbito do SIS.

Apenas se ocupa de dar apoio técnico académico, de inovação e assessoria ao MISAU na gestão de projectos particularmente complexos do SIS. Como tal e onde há necessidade urgente, desenvolve aplicativos em projectos de alto risco para o MISAU ou onde é necessário testar conceitos inovadores que não existem no sistema privado. O projecto MOASIS apoia igualmente o MISAU na gestão de projectos desenvolvidos por outras agremiações por ser uma entidade sem fins lucrativos e não ter interesse em concursos do sector privado mas, pelo contrário, votada a atração de investimentos dirigidos ao SIS com apoio do sector privado.

Um exemplo é o projecto SIS-MA (Sistema de Informação de Saúde para a Monitoria e Avaliação) que, pela primeira vez em Moçambique representa uma iniciativa totalmente local e de alto perfil profissional, de nível nacional para a modernização do sistema de Monitoria e Avaliação do SIS que o MOASIS conseguiu financiar inteiramente através da sua capacidade de mobilização de recursos de parceiros internacionais. Precisamente pelo papel de árbitro honesto e incorruptível o projecto MOASIS pode ser alvo de ataques anónimos de entidades ou pessoas que não têm capacidade de competir de forma honesta com o mercado privado.

O projecto MOASIS não é nem pode ser responsável directo de decisões sobre o SIS e TIC no sector Saúde sendo que, na verdade, deve apresentar um plano de trabalho detalhado com agendas específicas para cada projecto ao MISAU e seus parceiros, passível de aprovação formal de cada passo e, consequentemente, responder sobre o cumprimento desses planos. Para os cépticos e/ou distraídos gostaríamos de referir que de entre os projectos mais significativos e de sucesso do ano 2013 desenvolvidos conjuntamente pelas equipas do MISAU, MOASIS, Jembi e parceiros, há a citar os seguintes (a lista não é exaustiva):

APOIO À PUBLICAÇÃO DE ONZE PERFIS ESTATÍSTICOS SANITÁRIOS PROVINCIAIS: publicados e distribuídos em todo o país após um intervalo/interrupção de mais de 8 anos, resultado do trabalho do pessoal do DIS na recolha de rotina, análise e edição de dados de todas as províncias e distritos com informações básicas extraídas de diferentes sistemas de informação de saúde de rotina regularmente apoiados pelo MOASIS e Jembi Health Systems. Os Perfis Provinciais fornecem valiosas informações actualizadas que podem orientar as intervenções de saúde pública não só a nível local como também a nível nacional. Anteriormente, esses dados não estavam disponíveis e o MISAU dependia de estudos e pesquisas ad-hoc.

APOIO À PUBLICAÇÃO DO ANUÁRIO ESTATÍSTICO NACIONAL 2012 (“INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA SUMÁRIA NACIONAL – (ANÁLISE DE 5 ANOS: 2008-2012”)): igualmente publicado e distribuído em todo o país mais uma vez depois de um hiato de vários anos. Moçambique tem agora dados e informações numa base regular que é usada a nível nacional para fins de monitoria, planificação, avaliação e formulação de políticas e estratégias. Obviamente que se enfrenta ainda o desafio de melhorar a qualidade dos dados. Todavia, estamos confiantes de que o novo sistema nacional SIS-MA – (já na fase final de desenvolvimento e resultado duma iniciativa conjunta do MOASIS, Jembi Jembi Health Systems e MISAU, com o apoio do CDC) representará um gigantesco passo nesta direcção.

PRIMEIRO RELATÓRIO NACIONAL (PÓS INDEPENDÊNCIA) DE ANÁLISE DE ROTINA DA MORTALIDADE INTRA-HOSPITALAR 2009-2011 (“Análise Da Mortalidade Nacional Intra- Hospitalar – Moçambique – Sistema De Informação De Saúde – Registo De Óbitos Hospitalares (SIS-ROH) – Análise De 3 Anos – 2009-2011”): elaborado, publicado e distribuído em todo o país. Moçambique passou a dispôr de dados e informações individuais numa base regular utilizados aos níveis local (Hospital) e nacional para a monitoria, planificação e formulação de decisões sobre a política sanitária.

APOIO À REFORMA DO SISTEMA NACIONAL DE ESTATÍSTICAS VITAIS: O papel principal do MOASIS e Jembi Health Systems esteve centrado no apoio, promoção, mobilização e captação de recursos, apoio financeiro e assistência técnica para a avaliação do Sistema Nacional de Registo Civil e Estatísticas Vitais (CRVs) e contribuir na preparação do plano de curto e longo prazo.

PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO DO NOVO SISTEMA NACIONAL DE MONITORIA E AVALIAÇÃO (SIS-MA): o MOASIS e Jembi Health Systems estão apoiando o desenvolvimento do novo Sistema Nacional de Monitoria e Avaliação (SIS-MA), incluindo a mobilização dos necessários recursos, a gestão tanto do concurso como do projecto (vide NEWSLETTER Nos.1 e 2 em http://sis-ma.in/wp-content/uploads/2013/10/sisma-newsletter-outubro-2013.pdf). Este sistema substituirá o obsoleto Módulo Básico actualmente em uso em todos os distritos do país contendo todos os dados e funcionalidades associadas, aumentando a flexibilidade e escalabilidade necessários (página do projecto: http://sis-ma.in).

ASSISTÊNCIA TÉCNICA A TODAS AS PROVÍNCIAS MOÇAMBICANAS: Recrutamento, formação, capacitação e alocação de 16 técnicos de informática (colocados em 7 das 11 províncias, Abril de 2013) para apoiar na manutenção do SIS do MISAU aos níveis provincial, distrital e hospitalar criando-se assim uma rede local ligada ao nível central para apoiar e fortalecer o SIS no processo de planificação anual. Foram fornecidos, kits para a manutenção e reparação do parque informático a nível de todas as províncias, monitoria constante bem como providenciado financiamento para a coordenação das visitas de supervisão e apoio aos distritos. Pretende-se com a iniciativa estabelecer capacidades locais sustentáveis em cada uma das províncias para garantir a manutenção, suporte e desenvolvimento da tecnologia relacionada com e-health, e-government bem como formar e apoiar a gestão de parcerias.

EXPANSÃO DO SIS À ESCALA NACIONAL: Mais de 40 instalações ou roll-outs do Sistema Nacional de Informação em Saúde, incluindo o SIS-ROH, o SIS-H, o Módulo Básico, o IEESS e outros em Moçambique.

FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PESSOAL DE SAÚDE: Mais de 200 funcionários do MISAU e do MOASIS treinados durante o ano passado, incluindo treino especializado sobre vários sistemas electrónicos do SIS (SIS-H, SIS-ROH, Módulo Básico, etc.), manutenção e suporte, gestão de projectos para o pessoal do MOASIS, do MISAU. Pretende-se transferir o conhecimento e habilidades na gestão do SIS em geral e dos aplicativos e/ou sistemas informáticos esperando-se que se viabilize a possibilidade de o MISAU poder implementar, documentar e relatar sobre as suas actividades em todos os níveis com maior eficiência e rapidez para além do acesso ao conhecimento institucional.

SISTEMA NACIONAL DE INVENTÁRIO DE INFRAESTRUTURAS, EQUIPAMENTO E SERVIÇOS DE SAÚDE (IIESS): Concluído o desenvolvimento e feita a entrega oficial do aplicativo IIESS ao MISAU com toda a documentação de suporte, instalados 5 SIS-Compact Stations e entregues a cinco hospitais provinciais (HP-Pemba, HP-Quelimane, HP-Chimoio, HP-Xai-Xai, HP- Inhambane); o DIS enviou a todas as DPS o aplicativo IIESS incorporado no Módulo Básico. O IIESS é um sistema que faz a monitoria a uma escala justa e adequada da distribuição de serviços e recursos infraestruturais do sector público de saúde. Portanto, o IIESS quantifica estima e mapeia determinados serviços e recursos prioritários quer a nível distrital, provincial e/ou central.

PROJECTO DE INOVAÇÃO “SIS COMPACT SATATION”: a versão 3 da máquina foi construída com três inovações principais: 1) hardware completamente redesenhado e profissionalmente embutido, 2) software totalmente integrado com todas as funcionalidades dedicadas ao SIS, 3) fluxo automático de dados usando conexão 3G de baixo custo embutido, que envia os dados diários para o centro de dados (Data Center). Foi efectuado um piloto positivo com os primeiros quatro protótipos. Outras 8 unidades foram posteriormente produzidas e o MISAU está adoptando o SIS Compact Station como padrão onde é possível. Até ao momento as unidades foram implantadas em Cabo Delgado, Zambézia, Manica, Inhambane e Gaza acompanhando as unidades já implantadas em 3 hospitais na cidade de Maputo e no CMAM. Outras unidades serão oportunamente implantadas em quatro outras províncias (Sofala, Tete, Nampula e Niassa).

A “SIS Compact Station” [SCS], é uma estação (quiosque) constituída por um micro-computador e outros componentes com potencial para neutralizar acções maléficas dos vírus informáticos e os danos resultantes do uso abusivo de computadores pelos utilizadores (ex. visualização de filmes, instalação de jogos e outros pacotes não relacionados com o trabalho principal). As SIS COMPACT STATION estão também a ser instaladas nos Hospitais e distritos para apoiar o SIS bem como nos depósitos de medicamentos e artigos médicos – tanto ao nível provincial como distrital – para o sistema de informação sobre medicamentos e artigos médicos – SIMAM – e, futuramente, para o registo civil no âmbito das estatísticas vitais. CURRÍCULO PARA FORMAÇÃO DE

TÉCNICOS DE ESTATÍSTICA SANITÁRIA (TMES) “CURRÍCULO DO CURSO DE TÉCNICOS MÉDIOS DE ESTATÍSTICA DE SAÚDE – INICIAL”: o MOASIS/Jembi – em parceria com a UCSF – concluíram a revisão do currículo para o curso de Técnicos Médios de Estatísticos de Saúde (TMES) posteriormente aprovado pelo MISAU e que visa facilitar a formação de profissionais com responsabilidade de desenvolver actividades estatísticas no Sector da Saúde (registo, colecta, agregação, análise, apresentação, interpretação, retroinformação e divulgação e/ou disseminação de estatísticas de saúde) e garantir o funcionamento adequado, desempenho eficiente e de qualidade dos principais instrumentos de colecta para a realização dessas actividades.

AVALIAÇÃO E APOIO AO SISTEMA NACIONAL DE MEDICAMENTOS E ARTIGOS MÉDICOS (SIMAM): Concluída a avaliação completa do sistema SIMAM e providenciado apoio e manutenção incluindo acções de expansão do sistema – actividade esta ainda em execução. O SIMAM é um sistema informático de gestão de medicamentos e artigos médicos ao nível dos Depósitos Provinciais de Medicamentos, hospitais gerais e provinciais, depósitos distritais e visa facilitar a disponibilidade de dados/informação ao nível central para apoiar as actividades de distribuição, planificação, supervisão, monitoria e avaliação.

INSTALAÇÃO E FINANCIAMENTO DE LINHA-VERDE NACIONAL PARA APOIO AO SIS: O MOASIS e Jembi lançou no segundo trimestre de 2013 (08 de Maio de 2013) uma toll-free- line para o MISAU (designada Linha-Verde de Monitoria do SIS), com o objectivo de proporcionar e facilitar a assistência técnica e apoio ao Sistema Nacional de Saúde em Moçambique a nível provincial, distrital e das unidades sanitárias. Focalizada essencialmente nos sistemas Módulo Básico-SIS, SIS-ROH e SIS-H, actualmente implementados em todo o país com assistência técnica do MOASIS e expandida aos diversos subsistemas do SIS no seu todo, a Linha Verde de Monitoria do SIS, está assim minimizando os custos na Monitoria do SIS e maximiza o tempo de respostas às dificuldades, problemas ou constrangimentos apresentados pelos diferentes usuários dos sistemas.

A Linha Verde de Monitoria do SIS (instalada no DIS) é usada exclusivamente para responder com rapidez às dificuldades apresentadas pelas DPS e US que muitas vezes têm consequências nefastas no desempenho do SIS, com reflexo no DIS e Departamento de Monitoria e Avaliação (DM&A), do MISAU causando demoras sistemáticas no envio e recepção de dados provinciais e consequente utilização no processo de avaliação do desempenho do sector ao nível central.

LEVANTAMENTO DA INFRAESTRUTURA INFORMÁTICA EM TODAS AS PROVÍNCIAS E DISTRITOS EM FUNÇÃO DO NOVO SISTEMA SIS-MA: MOASIS procedeu à recolha e sistematização da informação do levantamento in loco que visava o conhecimento da situação do parque informático do SNS à escala nacional (até ao nível distrital) e suas características técnicas. (O tipo de dados recolhidos – dados gerais [do distrito, província e recursos] e os relativos à verificação da infra-estrutura [hardware, software e rede] inclui: n.o de computadores, processador (CPU) e memória RAM, conectividade periféricos, energia, gerador, monitor, sistema operativo, Internet browser, anti-virus, versão Java existente, conectividade à Internet). Os dados recolhidos são referentes às facilidades existentes ao nível das DPS, Hospitais (Centrais, Provinciais, Gerais/Rurais) e alguns Centros de Formação em Saúde.

EDIÇÃO, PRODUÇÃO E IMPRESSÃO DE POSTERS E CARTAZES: em 2013 o MOASIS e Jembi estiveram activamente representados em conferências e nos meios de comunicação quer nacionais quer além fronteiras. De entre os de fora de particular importância destacam-se os seguintes: Fundação e institucionalização do Grupo Inter-institucional de Trabalho sobre Estatísticas Vitais (MISAU, Ministério da Justiça, INE e Universidade Eduardo Mondlane), início do projecto de desenvolvimento do SIS-MA, comunicados de imprensa sobre apoio a todas as províncias através da introdução de técnicos de TI treinados, entrega do IEESS, projecto inovativo SIS Compact Station introduzida no Sistema Nacional de Informação de Saúde.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO FINANCIADO PELA USAID DE APOIO AO MINISTÉRIO DA MULHER E DA AÇÃO SOCIAL (MMAS): O projecto em alusão tem como objectivo melhorar a capacidade de sistemas de informação dos parceiros implementadores da PEPFAR em Moçambique, das organizações comunitárias de base (OCB) em Moçambique, e do Ministério da Mulher e da Acção Social de Moçambique aos níveis central e provincial. Serão assim assegurados sistemas eficazes de dados do PEPFAR em Moçambique especificamente nas áreas de qualidade de dados, para melhor gestão dos programas, uso de dados e tomada de decisão.

AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE REGISTO CIVIL E ESTATÍSTICAS VITAIS: Juntamente com o INE, Ministério da Justiça, MISAU, Ministério da Administração Estatal e Ministério do Interior o MOASIS participou activamente em todas as fases de concepção, planificação e execução da avaliação do Sistema de Registo Civil e Estatísticas Vitais conducente à elaboração de um Plano de Acção com vista o seu melhoramento. país no processo de avaliação e planeamento.

O objectivo da avaliação era dar ao país uma A avaliação adoptou uma abordagem multissectorial e envolveu todas as partes interessadas no Registo Civil e Estatísticas Vitais do visão substancial e conhecimento sobre o seu sistema, a fim de desenvolver uma estratégia eficaz para superar os desafios. Equipas da Jembi e Moasis Maputo, ao 26 de Novembro de 2013

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