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Rajoy volta a falhar e ganha força possibilidade de terceiras eleições na Espanha

Mariano Rajoy, líder do Partido Popular, voltou a chumbar na sessão de investidura como primeiro-ministro de Espanha. Do seu lado estiveram mais uma vez 170 parlamentares: 137 do PP, 32 do Ciudadanos e o único representante da Coligação Canária. Contra si, os mesmos 180 votos de todos os outros deputados. Pedro Sánchez manteve-se firme no não do PSOE. E mais uma vez não houve abstenções.

E agora, Espanha? Terceiras eleições legislativas em apenas um ano? Esse, segundo a generalidade da imprensa e dos analistas, é o cenário mais provável. Mas ainda faltam quase dois meses para ser um dado garantido que os espanhóis serão obrigados a regressar às urnas.

Em política 60 dias é muito tempo e pelo meio, a 25 de Setembro, há eleições regionais na Galiza e no País Basco que podem fazer alterar as regras do jogo. A única certeza é que se até 31 de Outubro nenhum candidato tiver conseguido reunir os apoios suficientes para ser investido, não restará ao rei Felipe VI outra alternativa que não seja dissolver o Parlamento e convocar eleições.

Pelos prazos constitucionais, o sufrágio seria a 25 de Dezembro, mas, em princípio, os principais partidos estão de acordo em fazer passar uma lei encurtando o período de campanha eleitoral de duas para uma semana. Nesse caso, as eleições serão a 18 de Dezembro e não no dia de Natal.

No debate desta sexta-feira que antecedeu a votação, Albert Rivera pediu desculpa ao Parlamento por ter falhado na mediação entre PP e PSOE. “Peço-lhes perdão por não termos sido capazes de fazer com que estes dois velhos partidos chegassem a acordo”, disse o líder do Ciudadanos.

Pedro Sánchez manteve-se entrincheirado no não. E, com a dureza das críticas a Rajoy, fica a ideia de que o secretário-geral dos socialistas pode ter entrado num beco sem possibilidade de uma saída airosa.

As eleições na Galiza e no País Basco podem fazer mexer as peças, principalmente se o PSOE sofrer um mau resultado. Nesse caso, perante um Sánchez mais enfraquecido, o partido poderia decidir, reunindo o Comité Federal, mudar de estratégia e, através da abstenção, permitir a investidura de Rajoy numa segunda tentativa do líder do PP.

A menos que algo mude, Espanha poderá estar irremediavelmente a caminho das urnas.

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