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Quénia prende três funcionários de seu comité olímpico por má gestão que prejudicou resultados nos Jogos do Rio de Janeiro

O Quénia prendeu três dos principais membros do seu Comité Olímpico, disse à Reuters uma fonte com conhecimento no tema, depois que má gestão do seu contingente quase prejudicou a participação do país nos Jogos Olímpicos que decorreram no Rio de Janeiro.

O país do leste africano conseguiu o seu melhor resultado em medalhas no Brasil, mas doping e desafios organizacionais atrapalharam os preparativos para o evento.

Na sexta-feira, o chefe de missão, Stephen Arap Soi, e o secretário-adjunto do Comitê Olímpico Nacional do Quénia, James Chacha, foram levados para uma esquadra em Nairóbi ao retornarem do Brasil, ao lado de secretário-geral da entidade F.K. Paul, de acordo com a fonte.

A executiva-chefe do Atletismo do Quénia, Susan Kamau, disse à Reuters que também foi interrogada pela polícia, mas logo libertada.

Com seis medalhas de ouro, várias de prata e uma medalha de bronze, o Quêénia terminou em segundo lugar em Atletismo, perdendo apenas para os Estados Unidos da América, conseguindo nos primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul o seu melhor resultado.

Mas a imagem de seu atletismo tem sido manchada por até 40 corredores que falharam nos exames antidoping nos últimos quatro anos. A dificuldade em convencer as autoridades de que estava encarando a questão com seriedade ameaçou seriamente a sua participação na Rio 2016.

Em Abril, o presidente do Quénia assinou uma lei que criminaliza o doping, como exigido pela Agência Mundial Antidoping, para evitar uma interdição na Rio 2016, e o governo prometeu uma rédea mais apertada no futuro.

Durante os Jogos, o Comité Olímpico do Quénia mandou de volta para casa um treinador de atletismo acusado de posar como um atleta para testes de doping. O treinador disse ter pedido emprestado um crachá para fazer uma refeição na vila dos atletas.

O gerente do atletismo do Quénia também foi enviado para casa dos Jogos Olímpicos e está detido durante investigações de alegações de que ele teria avisado atletas antes dos Jogos sobre testes de drogas em troca de dinheiro. Ele nega qualquer irregularidade.

Na quinta-feira, o ministro dos Desportos Hassan Wario disse que Comité queniano havia sido dissolvido e que uma comissão criada para investigar a má gestão, com prazo até 30 de Setembro para apresentar as suas conclusões.

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