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Qualidade de mão de obra ameaça investimento

Mais de metade do montante global do investimento do sector privado que o país beneficiou nos últimos três anos foi direccionado à província de Nampula. Mas, a implementação das iniciativas, sobretudo de carácter económico, poderá não alcançar os seus objectivos em termos de impacto social nas comunidades locais devido à escassez de mão de obra qualificada para empregar.

Este é o resultado de um estudo levado a cabo pelo Banco Mundial e apresentado num seminário promovido por aquela autoridade financeira internacional, quarta-feira, em Nampula, para discutir as perspectivas para a implementação de uma estratégia de pólos de desenvolvimento na região.

Mazen Bouri, especialista em desenvolvimento na região da África Austral no Banco Mundial, não quantificou o valor real dos projectos aprovados pelo Centro de Promoção de Investimentos que foi canalizado ao país, mas disse estar na posse de dados que indicam que mais de metade do montante foi ou está em fase de investimento na província de Nampula nas áreas de agro-negócio, minas e turismo, além da agricultura com um “bolo reduzido”.

Na apresentação do estudo, que foi testemunhada por quadros dos governos de Nampula e Niassa, representantes de grandes empresas preponentes de projectos económicos nas áreas supracitadas e outras, de instituições bancárias, Mazen Bouri frisou que a dependência da mão de obra estrangeira para empregar naqueles sectores é gritante.

Enfatizou que esse cenário, ao invés de contribuir para a acumulação de renda por parte das comunidades locais, promove a exportação de divisas com as quais, na maior parte dos casos, são pagos os respectivos salários e outras remunerações nas empresa que prestam serviços.

Mazen Bouri instou, por outro lado, ao governo provincial no sentido de se esforçar para expandir o fornecimento de energia eléctrica fiável bem como melhorar os níveis de transitabilidade às regiões com potencial para instalação de indústrias transformadoras do ramo agrícola.

Adicionalmente, promover a urbanização ao nível das cidades e vilas por forma a atrair a instalação de empresas e serviços que influencia a mudança positiva dos níveis de vidas das populações locais através do emprego.

O governador de Nampula, Felismino Tocoli, reconheceu que a província carece de quadros qualificados e disse que a estratégia de desenvolvimento da região nos próximos dez anos preconiza o estabelecimento de parcerias com o sector privado, visando a potenciação das escolas técnicas profissionais existentes em equipamentos para garantir uma formação dos graduados com qualidade no sentido de ombrear com os técnicos estrangeiros.

Acrescentou que a visão da expansão das universidades privadas aos distritos pode não ser a melhor, porque nem todo o licenciado está preparado para o trabalho como acontece em relação ao serralheiro, electricista, canalizador, carpinteiro entre outros.

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