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“Engomadores” continuam a tirar o sono na Matola

Milhares de moçambicanos, residentes em bairros localizados na província de Maputo, sul de Moçambique, passaram mais uma noite em claro e com medo temendo a acção dos bando de malfeitores que os tem aterrorizado assaltando residências, violado mulheres e chegando a crueldade de passar a ferro quente partes do corpo das suas vítimas indefesas.

Os relatos de cidadãos que se organizaram para patrulhar, durante a noite desta quarta-feira e madrugada de quinta-feira, as suas áreas de residência chegam-nos dos bairros de São Dâmaso, Infulene, T3, Kongolote, Malhampsene, Sikwama, Tsalala, Liberdade, Matola 700, Inhagóia, Bagamoio, Magoanine.

Não recebemos indicação de nenhum acção dos malfeitores nas últimas 12 horas apesar de nos bairros referidos os cidadãos terem vistos avisos colados em árvores e postes a dizer “vamos actuar”. Estes avisos tem estado a ser colados alegadamente pelos próprios criminosos.

Em vários destes bairros o policiamento popular cerca das 23h30 com os moradores, jovens e adultos sem distinção de sexo, concentram-se na rua munidos de apitos, vuvuzelas, paus, martelos e outros objectos contundentes e delineiam as estratégias da patrulha. Nessa reunião, criam-se grupos e são indicadas as respectivas áreas de actuação durante a madrugada. Quando um situação suspeita é verificada usa-se o apito ou a vuvuzela para alertar os restantes vizinhos que prontamente tema acorrido a prestar socorro.

A onda de criminalidade violenta tem aumentado nas últimas semanas neste bairros periféricos à capital moçambicana e a polícia tem se mostrado impotente para contê-la. Para além da habitual alegação da falta de meios a polícia acusou esta semana a população de não colaborar denunciando os malfeitores que, segundo as autoridades, serão conhecidos nessas áreas.

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