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Protestos contra regime militar ofuscam eleições no Egito

Novos protestos contra os generais que comandam o Egito ocorreram este domingo no Cairo, numa disputa de força que pode atrapalhar os preparativos para a primeira eleição egípcia desde a revolta popular que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak. As eleições parlamentarem de segunda e terça-feira são consideradas o primeiro passo para transferir o poder no Egito para os civis, uma medida prometida pelo conselho militar que substituiu Mubarak.

O curso das transformações no Egito, o país árabe mais populoso, irá fazer-se sentir na região, onde uma nova geração pró-democracia se rebela contra os governos autocráticos no poder há décadas. Alguns egípcios querem estabilidade, depois de uma semana de violência em que 42 pessoas morreram e mais de 2.000 ficaram feridas. Eles preferem que os generais comandem a nação por agora. As turbulências políticas levaram a economia do país a uma crise profunda.

No entanto, os manifestantes reunidos na Praça Tahrir exigem que o conselho militar abra caminho para um governo civil interino imediatamente. Eles não se contentam com a promessa de que a transferência de poder se completará em julho e recusam o escolhido do conselho para formar o novo gabinete, Kamal Ganzouri, de 78 anos. Ativistas convocaram um protesto público para aumentar a pressão sobre os generais.

A meio da tarde de domingo, havia milhares na praça, centro dos protestos que derrubaram Mubarak. O marechal Hussein Tantawi, chefe do conselho, afirmou que os militares garantirão a segurança nos centros de votação. “Há apenas dois caminhos. O sucesso das eleições, ou enfrentar os perigosos obstáculos que nós, das Forças Armadas, não vamos permitir”, declarou ele.

Abdel Moneim Aboul Futuh, candidato islâmico a presidente e contrário ao conselho militar, afirmou: “A nação é maior do que o marechal e o conselho. Um governo de liderança revolucionária precisa de ser formado para atender às demandas da Praça Tahrir”.

O atual governo irritou muitos egípcios ao circular propostas que dariam aos militares grandes poderes sobre a segurança nacional, sem possibilidade do interferência civil. No que pareceu ser um gesto para acalmar os protestos, o conselho militar concordou com a formação de “um conselho consultivo civil” para atuar junto ao governo.

Alguns manifestantes pedem Mohamed El-Baradei, ex-chefe da agência nuclear das Nações Unidas, que se ofereceu para desistir da campanha à Presidência para liderar um governo de unidade nacional.

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