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Protestos contra discriminação na Índia deixam dez mortos e 150 feridos

Pelo menos dez manifestantes morreram e 150 ficaram feridos nos protestos do grupo social minoritário “jat” no norte da Índia, onde foi imposto o toque de recolher e o exército enviou reforços, informou neste domingo o chefe da polícia, Yash Pal Singal.

Há uma semana, a comunidade “jat” mantém violentos protestos no estado de Haryana, limite com Nova Délhi. De acordo com Singal, 191 pessoas foram denunciadas e 45 detidas desde o início das manifestações.

A comunidade, maioritariamente rural, reivindica há décadas o seu reconhecimento como grupo desfavorecido para ter acesso, por exemplo, a universidade e vagas no mercado de trabalho.

O chefe da polícia indicou que 69 grupos do exército patrulham as zonas em conflito, enquanto chegam mais reforços via aérea, já que os manifestantes mantêm as principais estradas e a ferrovia entre Haryana e os seus estados vizinhos bloqueadas. Ele garantiu que “a situação melhorou” e que agora a prioridade é reestabelecer o fornecimento de água em Nova Délhi, já que os manifestantes fecharam um canal que abastece à capital indiana, onde vivem 17 milhões de pessoas.

O ministro do Interior da Índia, Rajnath Singh, voltou a pedir calma e afirmou que “alguma solução será encontrada”, em declarações ao canal “ANI” depois de se reunir com membros do grupo “jat”.

Os protestos estendem-se por pelo menos oito dos 21 distritos de Haryana, com incêndios em esquadras, estações de comboio, prédios públicos, portagens e lojas.

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