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Prospecção de pedras preciosas: governo concessiona blocos em Nacala-a-Velha

O Governo concessionará três blocos para a prospecção e pesquisa de pedras preciosas e semipreciosas no distrito de Nacala-a-Velha, província de Nampula, no norte de Moçambique.

Para o efeito, o Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) lançou, recentemente, um concurso público, cujo prazo de submissão de propostas termina no dia 30 de Janeiro próximo.

Segundo dados apurados pela AIM, o concurso está aberto apenas para moçambicanos, que podem concorrer individual ou colectivamente.

O presente concurso é o segundo que o MIREM lança destinado única e exclusivamente aos operadores moçambicanos que exercem actividades neste ramo.

O primeiro foi lançado em Junho último e foi relativo à atribuição de títulos mineiros de prospecção e pesquisa geológica de carvão na bacia carbonífera do Médio Zambeze, em Tete.

Segundo o MIREM, as propostas de prospecção e pesquisa geológica de pedras preciosas e semipreciosas em Nacala-a-Velha deverão conter um programa de prospecção e pesquisa, bem como orçamento detalhado do primeiro ano de actividades.

A província de Nampula se distingue pela ocorrência de pedras preciosas e semipreciosas, como as turmalinas, águas marinhas e ouro.

Esses recursos, que têm despertado a cobiça e o interesse de muitos operadores do ramo, ocorrem, para além de Nacala-a-Velha, nos distritos de Moma, Mogovolas Prospecção de pedras preciosas: governo concessiona (cont.) e Lalaua.

Em entrevista à AIM este ano, o director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Nampula, Moisés João, disse que a exploração de pedras preciosas e semipreciosas naquele ponto do país já foi muito problemática, na sequência da ocupação, pelos garimpeiros, de áreas já concessionadas aos privados, prejudicando a actividade dos empresários.

Todavia, a acção conjunta com as autoridades policiais permitiu um controlo da situação, havendo já grupos de operadores devidamente organizados a explorar pedras preciosas e semipreciosas em Nampula.

A actividade ilegal é incitada por cidadãos estrangeiros com o objectivo de comprar, mais tarde, os produtos a preços muito abaixo do seu valor real.

Segundo o interlocutor, as turmalinas paraíbas são o principal atractivo de estrangeiros vindos de países vizinhos, bem como do centro e norte de África.

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