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Propriedade da Mabor ainda não foi transferida

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) convocou, esta quinta-feira, a imprensa para esclarecer o ponto de situação a volta da adjudicação da falida fábrica de pneus Mabor de Moçambique à empresa portuguesa CNB/CAMAC-Companhia Nacional de Borrachas.

O IGEPE desmente a informação posta a circular, segundo a qual o governo já tinha, definitivamente, cedido a antiga fábrica à empresa portuguesa.

Hipólito Hamela, Presidente do IGEPE, asseverou que a propriedade da Mabor de Moçambique ainda não foi transferida para a empresa portuguesa CNB/CAMAC.

“A Mabor ainda não pertence a CAMAC”, disse Hamela, anotando que “o negócio será fechado se todas as condições de base forem concluídas”. De acordo com Hamela, o primeiro-ministro, Aires Ali, devia ter assinado o acordo de adjudicação em Dezembro do ano passado, mas até agora ainda não o fez.

Hamela apontou estar a concorrer para esta reticência do governo moçambicano o acautelamento de todos os aspectos de interesse do Estado, dos quais a viabilidade do negócio, a idoneidade do adjudicatário, ou seja, a garantia de que a CAMEC vai deverá honrar com o prometido, no caso concreto, continuar a produzir pneus.

“O IGEPE não pode avançar com o contrato sem que antes o primeiro-ministro autorize a concessão. Ao IGEPE caberá a tramitação da escritura pública para o novo proprietário”.

A CAMAC é uma empresa de produção de pneus com uma linha idêntica a Mabor. A adjudicação da Mabor, paralisada há mais de 10 anos, será a 100 por cento. Inaugurada em 1979, resultado de uma parceria entre a República de Moçambique e a norte-americana Tyre Company, a Mabor foi uma história de sucesso, mesmo durante a guerra civil dos 16 anos que opôs o governo da Frelimo e a Renamo.

Cerca de um terço das suas exportações tinham como destino o mercado sul-africano e outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), como Zimba- bué, Botsuana e Namíbia.

Em 1995, o governo dos Estados Unidos atribuiu um certificado de qualidade à fábrica, que sete anos depois encerrou após uma greve dos seus operários.

A Mabor Moçambique faz parte de um conjunto de indústrias falidas durante o processo de privatização das empresas, nos anos 90, que culminou com o desmoronamento total do Parque Industrial da Matola.

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