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Projecto das areias pesadas de Moma paralisado

As actividades produtivas do projecto das areias pesadas de Moma, na província de Nampula, foram interrompidas nas primeiras horas desta segunda-feira, na sequência de barricadas montadas na estrada que dá acesso à fábrica por um grupo de indivíduos que se supõe sejam residentes das proximidades do empreendimento.

O secretário do comité sindical do projecto, Paulo Manuel de Oliveira, que nos transmitiu a informação, disse desconhecer a identidade dos componentes do grupo e as suas reais intensões, “mas garanto que não são nossos colegas, porque a greve que estava marcada para hoje (ontem, segunda-feira) foi desconvocada para dar lugar a negociações com a direcção da empresa e o Governo central”. Oliveira suspeita que sejam elementos da população que “têm litígios com a empresa, uma vez que há promessas feitas que não estão a ser cumpridas pela direcção”, aventou o secretário do comité sindical do projecto de Moma, avançando que quer a direcção da empresa como a sua estrutura sindical ainda não tinham tido acesso ao local da barricada para se inteirar das intenções do grupo.

Greve

Entretanto, a greve geral dos trabalhadores do projecto das areias pesadas de Moma, cujo início estava marcado para esta segunda-feira e por tempo indeterminado, foi desconvocada para dar lugar a negociações entre a direcção e o comité sindical local intermediadas pelas direcções gerais da Inspecção dos Ministérios do Trabalho e dos Cont. da pág. 1 Recursos Minerais, bem como por representantes do Governo provincial de Nampula.

Na mesa das negociações estão a ser tratados assuntos relacionados com alegados casos de desprezo dos trabalhadores moçambicanos pelo patronato, tratamento profissional inexistente, despedimentos sem justa causa, segregação racial, salários arbitrários, sobrecarga horária, violação do direito a férias anuais e falta de categorização dos trabalhadores, entre outras reivindicações.

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