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Problemas com imagem crescem para Ucrânia nas vésperas da Eurocopa

Os malabaristas de rua entraram em acção e uma agitação festiva aumenta na capital ucraniana, onde o centro transformou-se numa grande área de “recepção” para os adeptos do futebol europeu.

Quanto mais perto o torneio da Eurocopa 2012, no entanto, maiores os problemas para o presidente Viktor Yanukovich.

As bolas que ele terá quee manter no ar enquanto o seu país for o coanfitrião do torneio com a Polónia em Junho vão de boicote político a acusações de racismo.

Um conflito por causa do status da língua russa na Ucrânia, que causou confrontos entre oradores ucranianos e a polícia na ‘zona dos torcedores’ da Eurocopa, Terça-feira, ameaça respingar nele antes das próxima seleições parlamentares, em Outubro.

A iniciativa do partido do governo de aumentar o papel do russo no país, que instigou muitos oradores ucranianos, foi apenas um ponto na onda de publicidade negativa antes da Eurocopa 2012. O torneio começa na Polónia, Sexta-feira, e a final ocorrerá em Kiev no dia 1 de Julho.

Quando o roteiro foi escrito em 2008, parte dele pela Polónia, a ‘cheerleader’ da Ucrânia na Europa, fazer da Ucrânia a coanfitriã da maior festa do futebol da Europa era considerado um incentivo para que a ex-república soviética integrasse à família democrática europeia.

“Eles queriam usar o campeonato europeu como propaganda para mostrar a Ucrânia como um grande país europeu com óptimo potencial. Mas hoje está claro que esses planos não se concretizaram”, disse Volodymyr Fesenko, director do instituto Penta.

Depois de Yanukovich ter virado presidente no início de 2010, o seu Partido das Regiões considerou que o evento poderia ser uma plataforma para lançar uma campanha eleitoral em 2012.

O torneio foi negociado pelo governo anterior, mais pró-Ocidente. Internamente, ele alegraria um pouco o povo no meio dos infortúnios económicos, incluindo a ingestão do remédio amargo do FMI no que diz respeito aos impostos e à reforma da previdência.

No exterior, a Ucrânia seria capaz de voltar o seu rosto sorridente ao mundo e projectar a imagem de um país que finalmente descartara o legado pesado soviético e estava pronto para assumir o seu lugar no mainstream europeu.

“O Partido das Regiões tinha grandes planos para usar a Eurocopa para sua futura campanha. Mas o ‘efeito’ Euro acabou sendo inesperadamente ambíguo”, disse Fesenko.

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