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Privação de comida poderá afectar rendimento Pedagógico

A s condições desumanas a que se encontram submetidos os estudantes que, em Nampula, aguardam pela conclusão das obras do Instituto de Formação de Professores Primários de Cuamba, província nortenha do Niassa, poderão contribuir para o seu baixo aproveitamento pedagógico.

Por ordens superiores, os estudantes, em número de 36, foram acolhidos no Instituto de Formação de Professores Primários de Nampula (IFPPN) para assistirem as aulas, enquanto esperam que se criem condições em Cuamba, para onde foram destacados a fim de frequentarem o curso básico.

No IFPP de Nampula, segundo disseram à nossa reportagem, os formandos entram na sala de aula por volta das sete horas da manhã e só regressam aos seus aposentos depois das dezassete horas, sem, no entanto, terem ingerido qualquer substância alimentar. O período que lhes é reservado para procurarem algo de comer é considerado muito limitado.

Aqueles formandos confessaram que, no período da tarde, não conseguem assimilar absolutamente nada do que é ministrado nas aulas, uma vez que as suas barrigas ficam extremamente esvaziadas.

Entretanto, Ussene Amade, director do Instituto, afirma não ser da responsabilidade da sua instituição disponibilizar comida aos externos, uma vez que 20 dos 36 estudantes escalados para Cuamba não manifestaram interesse no regime de internato.

Aliás, Amade disse que o internato, actualmente, com 310 estudantes, já não tem espaço para absorver mais estudantes e sugere aos reivindicadores a desistirem das aulas.

Porém, e segundo informações fornecidas ao Wamphula Fax, ainda não se vislumbram sinais de arranque das aulas no novo Instituto de Formação de Professores do nível básico na cidade de Cuamba.

Fontes da direcção provincial de Educação e Cultura de Niassa e do Instituto de Formação de Professores Primários de Lichinga prevêm que o mesmo se verifique apenas em meados do próximo mês de Abril.

Enquanto isso, o de Nampula, considerado pioneiro na região, inscreveu este ano um total de 428 formandos, provenientes de vários quadrantes do país. E a meta de graduação é de 630 estudantes, contra 845 do ano passado.

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