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Prisão de mulher flagrada com cabeça decapitada de criança na capital da Rússia desperta temor de atentados

A polícia russa teve que conter e atirar ao chão uma mulher que vestia um hijab e brandia uma cabeça decapitada de criança nos arredores de uma estação do metropolitano de Moscovo nesta segunda-feira e a acusou de assassinato, um incidente que despertou temores de um atentado terrorista de islâmicos.

O episódio macabro foi filmado por transeuntes, cujas imagens mostram a mulher desarmada usando um véu preto, vagando pela rua e segurando a cabeça decepada de uma criança no ar. É possível ouvi-la gritando “sou uma terrorista, quero a morte de vocês” com um forte sotaque russo no meio do seu delírio, durante o qual aparenta criticar a democracia e falar sobre o fim do mundo.

Investigadores disseram acreditar que a mulher, que afirmaram ser de um país centro-asiático, trabalhava como babá para uma família moscovita e matou a criança sob os seus cuidados antes de incendiar o apartamento da família e fugir. A criança tinha 3 ou 4 anos de idade, informou a corporação.

“Dado o comportamento claramente inadequado da detida, os investigadores rapidamente ordenaram que ela passe por exames psiquiátricos para se determinar se ela é capaz de entender o significado de sua acções”, disse o comité investigativo de Moscovo num comunicado.

Agências de notícias russas citaram uma fonte policial anónima segundo a qual a mulher parecia estar sob efeito de drogas psicotrópicas.

Levando em conta os alertas frequentes de autoridades do governo sobre o perigo que os militantes do Estado Islâmico representam para a Rússia e o longo histórico de ataques terroristas em Moscovo, alguns observadores acreditaram estar testemunhando um ato deste tipo.

Os serviços de segurança estão em alerta para um possível atentado terrorista desde que um avião de passageiros russo foi explodido em pleno voo sobre o Egipto em Outubro passado, o que causou a morte de todas as 224 pessoas a bordo. O Estado Islâmico assumiu a autoria da explosão, que disse ser uma vingança contra a decisão do Kremlin de lançar ataques aéreos na Síria contra o grupo e em apoio a Damasco.

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