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Primeiro Ministro lança ProSavana em 12 distritos

O Primeiro-ministro moçambicano, Aíres Bonifácio Aly, procedeu, na última sexta feira, na cidade de Nampula, ao lançamento do Programa de Desenvolvimento da Agricultura nas Savanas Tropicais de Moçambique (PROSAVANA), cujo objectivo é o incremento da capacidade de pesquisa e de difusão tecnológica para o desenvolvimento agrícola do Corredor de Nacala.

O PROSAVANA é um programa de cooperação triangular entre os Governos de Moçambique, representado pelo Ministério da Agricultura, Brasil representado pela Agência Brasileira de Cooperação e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e o Japão representado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão.

Concebido como um programa de desenvolvimento agrícola e rural na região do Corredor de Nacala, o PROSAVANA objectiva melhorar a competitividade do sector, tanto em forma de segurança alimentar aumentando a produtividade dos pequenos produtos quanto em termos de geração de excedentes exportáveis a partir de uma agricultura voltada ao agronegócio.

A ideia principal é fortalecer a capacidade de pesquisa agrícola em áreas estratégicas por forma a garantir a base tecnológica para o aumento da produção agrícola, modificar a dispersão física e institucional das acções de pesquisa, assistência técnica e realização de acções integradas, sobretudo no contexto dos pequenos produtos, criando um modelo ambiental e economicamente sustentável de agricultura.

O objectivo, em termos de infraestruturas, consiste na concentração dos recursos humanos e materiais em dois centros integrados de pesquisa agrícola, equipados com laboratórios e unidades de sementes. Estes centros devem ser capazes de coordenar e executar projectos integrados de pesquisa agrícola em conjunto com acções de assistência técnica e extensão rural.

O programa será implementado nos distritos de Nampula, Malema, Ribáuè, Murrupula, Meconta , Muecate, Mogovolas Monapo, na província de Nampula; Mandimba, Cuamba, no Niassa; Guruè e Alto Molocué, na Zambézia . Espera-se que no final do projecto, os Centros de Investigação Zonal Nordeste e Noroeste estejam estruturados de forma a melhorar a prestação de serviços agrícolas do Corredor de Nacala, com tecnologias adequadas, através da melhoria dos centros integrados de pesquisa agrícola, em Nampula e Lichinga, equipados com laboratórios multifuncionais e unidades de tratamento de sementes básicas.

Quanto à transferência de tecnologias, espera-se, igualmente, que, na conclusão do programa, sejam formulados dois módulos de formação e capacitação de técnicos em expansão rural e agricultores, bem como implementados os projectos-piloto de produção agrícola de pesquisa participativa.

De salientar, ainda, que a produção de sementes e mudas deverá ser estruturada em torno dos referidos centros. E a formação no Brasil de 150 técnicos moçambicanos nas áreas de gestão de tecnologias em utilização dos recursos naturais em agricultura, produção, transformação, e comercialização de sementes, gestão , processamento e comércio da produção agrícola.

Durante os cinco anos do Programa, a expectativa é envolver cerca de 40 mil agricultores em produção e processamento de produtos animais e agrícolas, bem como o desenvolvimento de ferramentas, infraestruturas, informações técnicas e variedades melhoradas, capazes de sustentar os investimentos produtivos para o mercado agrícola.

A região do Corredor de Nacala disporá de dois centros integrados de pesquisa agrícola, que utilizarão critérios específicos, tendo em conta os aspectos geopolíticos, socioeconómicos e ambientais. Além de contar com seis unidades-piloto de pesquisa participativa, que serão instaladas em áreas selecc ionadas em determinadas comunidades, de acordo com os critérios sociais e políticos previamente estabelecidos e implementados a partir de um plano de experimentação agrícola. Os custos deste programa estão estimados em 13.483,840 dólares americanos, que virão do governo de Moçambique e dos parceiros de cooperação.

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