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Primeiro-ministro de Guiné-Bissau renuncia em meio a crise institucional

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá, apresentou a sua renúncia ao presidente do país depois que a Corte Suprema declarou “inconstitucional”, na manhã desta quarta-feira, a sua nomeação em meio à crise institucional na ex-colónia portuguesa.

Horas após a divulgação da decisão do alto tribunal, Djá anunciou aos jornalistas que iria apresentar uma renúncia por escrito ao presidente guineense, José Mário Vaz.

No dia 12 de Julho, Vaz decidiu cessar o governo em plenário por seu confronto com o então primeiro-ministro, Simões Pereira, a quem acusava de utilizar mal fundos para a cooperação e de menosprezar o Poder Judiciário, e nomeou Djá em seu lugar.

No entanto, a corte declarou nesta quarta-feira inconstitucional o decreto aprovado por Vaz pelo qual designou Djá.

De acordo com a decisão, a nomeação deveria ter sido consultada com os partidos políticos antes de ser tornada pública, segundo fontes judiciais.

Embora Djá não tivesse apresentado sua renúncia, a decisão do alto tribunal obrigava Vaz a cessar o novo primeiro-ministro, cujo Executivo começou a funcionar na segunda-feira passada.

Desde que Vaz cessou todo o governo, Guiné-Bissau vive uma grave crise institucional que pode afetar a estabilidade do país.

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