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Primeiro Ministro da Itália defende suspensão do futebol após escândalo

O escândalo de manipulação de resultados no futebol italiano causou “profunda tristeza”, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, acrescentando que em sua opinião pessoal seria uma boa ideia interromper o futebol profissional por dois ou três anos.

O mais recente escândalo causou a prisão de jogadores, a investigação do técnico do clube campeão italiano, e o centro de treinamentos da seleção foi vasculhado pela polícia.

“É uma tristeza particular quando um mundo que deveria ser uma expressão dos mais altos valores – desporto, juventude, competição, imparcialidade- se torne uma massa de desonestidade, falsidade e demagogia”, disse ele numa entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, em visita ao país.

“Não é uma proposta do governo, mas penso se não seria uma boa ideia suspender os jogos por dois ou três anos.”

A ideia não deve ganhar adeptos na Itália, país obcecado por futebol e mergulhado numa série aparentemente sem fim de escândalos financeiros, políticos e sexuais nos últimos anos.

“Eu entendo e divido a mágoa do primeiro-ministro Monti”, disse o presidente da federação italiana de futebol, Giancarlo Abete, em comunicado. “Mas parar o campeonato significaria humilhar todo o futebol, penalizar a maioria que trabalha honestamente e isso também significaria a perda de milhares de empregos. Não é a solução.”

A sugestão de Monti sublinha o crescente desgosto com a corrupção em vários níveis da sociedade italiana. “É fácil para a maioria dos cidadãos verem a política como a origem dos problemas da Itália. É um grande erro”, disse Monti.

Na última fase de uma operação que começou no ano passado, a polícia colocou Antonio Conte, treinador da campeã Juventus, sob investigação na segunda-feira devido a acusações relativas a uma partida de 2011 entre seu antigo clube, o Siena, e a equipe do Novara.

Os policias prenderam Stefano Mauri, capitão da Lazio, e fizeram uma incursão no centro de treinamento da seleção italiana em Coverciano, após colocarem o defensor Domenico Criscito sob investigação. Criscito foi retirado do grupo que disputará o Europeu de futebol em junho.

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