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“Presidente da Republica está num intervalo político”, Salomão Muchanga

O líder do Parlamento Juvenil (PJ), Salomão Muchanga, reagindo à proposta de criação de um ‘Parlamento Juvenil’ apresentado recentemente pela Chefe de Estado, disse que Armando Guebuza está num “intervalo político”, daí que a sua proposta não deve ser encarada com seriedade.

“Nós acreditamos que o recreio é um direito do qual todos devemos gozar, tanto que pensamos que o Presidente da República está num intervalo político”, sustentou Muchanga. Para o nosso entrevistado, faz pouco sentido que o Chefe de Estado proponha a criação de uma entidade já existente tal é o caso do Parlamento Juvenil, em Moçambique. Muchanga revelou, no entanto, que a agremiação por ele dirigida está satisfeita por perceber que, quatro anos depois da existência do PJ, o PR reconhece a sua pertinência, algo que ele sempre quis evitar.

O chefe do Estado apresentou a sua proposta no encerramento da IV sessão do Parlamento Infantil, no passado dia 31 de Julho. Segundo argumentou, a criação de um Parlamento Juvenil deverá responder a um vazio que agora se regista criado pela ausência deste órgão. O PJ a ser criado deverá dar continuidade ao debate feito no seio do Parlamento Infantil e ser um espaço de acolhimento dos membros que por causa da sua idade tiverem que abandonar este órgão.

“Quando ouvi as vossas recomendações, compreendi logo que é importante termos, de facto, um Parlamento Juvenil. Alguns de vocês daqui a pouco vão sair da fase de criança e vão entrar para a fase da juventude e nós não temos, na República de Moçambique, um Parlamento de Jovens; um Parlamento Juvenil. Esperemos que possam criar esse Parlamento Juvenil com jovens, jovens de verdade”, disse o Presidente.

Entretanto, Salomão Muchanga e um contingente dos membros do PJ estiveram na passada quinta-feira (01) na Assembleia da República, não para se pronunciar em torno da proposta da Presidente Guebuza, mas em resposta ao convite que lhes foi endereçado por aquele órgão para assistirem a cerimónia da abertura da sessão extraordinária. Na altura, o PJ exibiu um conjunto de documentos e convites endereçados por órgãos públicos, que entretanto, atestam a sua existência legal.


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