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Presidente da Libéria contraria pessimistas e diz que o Ébola estabiliza-se no país

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, afirmou que a crise do Ébola está a estabilizar-se no seu país e que novos dados em breve provarão que os alertas dos especialistas dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito de dezenas de milhares de casos estavam “simplesmente errados”.

Os seus comentários, feitos ao canal em inglês da televisão France 24 no final da quarta-feira, vêm na esteira de previsões da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que 20 mil pessoas estarão infectadas com o Ébola até o final de Novembro.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) alertou para centenas de milhares de casos se acções rápidas não forem adoptadas.

“Estamos a começar a ver uma estabilização… até em Monróvia, a mais atingida”, disse Johnson Sirleaf said, referindo-se à capital liberiana. O pior surto do Ébola já registado começou em Março na Guiné Conacri, e desde então disseminou-se pela maior parte da Libéria e Serra Leoa, matando mais de 3.300 pessoas, sobrecarregando os sistemas de saúde e combalindo economias já frágeis.

A Libéria registou o maior número de mortes – quase duas mil – e as agências de assistência disseram que ainda precisam de centenas de leitos para pacientes do Ébola na capital – a falta de leitos obriga à recusa de pacientes, que voltam às suas comunidades e espalham ainda mais a infecção. Mas Johnson Sirleaf repudiou os alertas negativos.

“Estou a espera das próximas projecções, e espero que eles admitam que estavam simplesmente errados, que todos os nossos países estão a controlar essa coisa”, afirmou ela.

No seu informe mais recente sobre a doença, a OMS declarou que a transmissão “continua persistente e generalizada na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, com fortes sinais de que a incidência de casos está a aumentar em vários distritos”.

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