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Populares vendalizaram residência da cidadã acusada de tráfico

Populares do distrito de Milange, província central da Zambézia, vandalizaram, semana passada, a casa de uma cidadã local a quem acusam de ser traficante de órgãos humanos.

Contudo, a Polícia moçambicana (PRM) diz não haver fundamentação das acusações impostas à cidadã em causa, conhecida pelo nome de Ilda, admitindo tratar-se de mais um caso de assalto a pessoas sucedidas simplesmente por não saber a proveniência dos seus rendimentos.

“Populares mal-informados sobre a vida da cidadã Ilda, de 49 anos de idade, invadiram a sua residência e vandalizaram os seus bens, alegando que ela é traficante de órgãos humanos”, disse o porta-voz do Comando geral da PRM, Pedro Cossa, falando, Terça-feira aos jornalistas.

Cossa disse não saber o tipo de actividade realizada pela cidadã em causa, sabendo-se apenas que ela é natural de Milange, mas nos últimos anos, residia em Portugal, tendo agora decidido regressar para a sua casa naquele distrito.

Em conexão com este caso, a Polícia deteve cinco pessoas, consideradas “agitadoras” que lideraram as manifestações.

No total, a PRM deteve 1116 pessoas, semana passada, acusadas de prática de diversos crimes, dentre eles a violação de fronteiras, imigração clandestina e variados tipos de delitos comuns.

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