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Populares exigem que Macaloge volte a ser sede do distrito de Sanga

A população de Macaloge exige que a vila sede do distrito de Sanga volte para aquele Posto Administrativo da província de Niassa, Norte de Moçambique.

A vila sede de Sanga foi transferida de Macaloge para Malulu por causa da guerra civil dos 16 anos, terminada oficialmente em 1992 com a assinatura do Acordo Geral da Paz (AGP).

O assunto foi levantado durante um encontro orientado pela Primeira-dama da República, Maria da Luz Guebuza, inserido na visita de trabalho que realizou a Niassa, de Terça a Sábado últimos.

Eles justificam a sua posição afirmando que a transferência da sede do distrito para Malulu, está a dificultar o desenvolvimento de Macaloge.

Os mesmos residentes vincam que a vila-sede foi transferida por uma questão de emergência (guerra) e que uma vez ter- minada, a sede devia regressar a Macaloge local que desde sempre foi seleccionado para o efeito.

Assumane, um líder religioso local, disse que com a transferência da Sede todos os meios de promoção de desenvolvimento concentraram-se em Malulu em detrimento de Macaloge, este último local dotado de infra-estruturas e condições a altura de acelerar a evolução do distrito.

“Não entendemos por que razão a Sede do distrito não volta a origem, porque a guerra terminou há já muito tempo”, indicou Assumane. O retorno da Sede do distrito de Sanga não é o único problema que aflige os residentes de Macaloge.

As populações daquele ponto do país queixam-se ainda de serem proibidos de pescar no rio Lucheringo e de caçar na reserva local, alegadamente porque estes recursos foram vendidos a cidadãos sul-africanos que se dizem donos de tudo. “Somos proibidos de caçar e pescar quando os recursos são nossos”, queixouse Assumane.

Sobre o assunto, o Administrador de Sanga, Paulino Mussa, confirmou a AIM que parte dos recursos reclamados pela população foi concessionada, mas frisou que alguns dos que levantaram este problema vivem fora da concessão.

“Os abrangidos pela área concessionada beneficiam de 20 por cento dos rendimentos obtidos pela exploração. Contudo, nós vamos analisar a questão com os concessionários”, prometeu.

Mussa garantiu, porém, que os concessionários estão já a apoiar a construção de escolas, postos de saúde e outras infraestruturas sociais.

Os residentes de Macaloge reclamaram ainda a falta de parteiras para assistirem aos partos e o facto de os doentes, homens e mulheres, serem internados em mesmos compartimentos. Naquela ocasião, as populações pediram a alocação de uma ambulância.

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