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Ponta de Ouro: agentes económicos pedem maior interacção com Governo

Os agentes económicos estabelecidos na localidade turística da Ponta de Ouro, posto no distrito de Matutuíne, Sul da província de Maputo, querem ver reforçada a interacção com o governo para, em conjunto, procurarem soluções dos problemas que impedem o desenvolvimento sustentável da zona.

 

 

Com efeito, sugerem a criação de um Comité de Coordenação envolvendo representantes do governo e dos agentes económicos. Este pedido foi formulado, Terça-feira, durante um encontro que a governadora de Maputo, Maria Jonas, orientou num dos estabelecimentos hoteleiros da Ponta de Ouro, no quadro da sua visita de dois dias ao distrito de Matutuíne.

Aliás, uma das preocupações apresentadas pelos agentes económicos desta parcela do país foi a questão da falta de interacção entre estes e o governo, situação que limita o desenvolvimento sustentável da região.

“Preocupa-nos a maneira como nos comunicamos com o governo. Não há um mecanismo que permita um contacto permanente. A nossa interacção é feita de forma ad-hoc”, lamentou um dos operadores económicos.

A sugestão dos agentes económicos foi de imediato acolhida, esperando-se que as duas partes se reúnam nos primeiros dias do próximo ano.

Na ocasião, os empresários manifestaram a sua disposição de continuar a investir na regiao, tendo louvado os já planeados projectos de construção da ponte da Catembe, que vai ligar as duas margens da baía de Maputo, bem como a estrada Catembe/Ponta de Ouro, pois consideram ser iniciativas que vão impulsionar o rápido desenvolvimento económico e turístico desta parcela do país.

“Com a ponte em funcionamento e a estrada pronta, a Ponta de Ouro vai conhecer um desenvolvimento rápido e o custo de vida vai reduzir significativamente”, afirmaram os agentes económicos durante a reunião.

Actualmente, a estrada que liga a Catembe e Ponta de Ouro é de terra batida apresentando-se em condições deploráveis. A circulação nela só e’ possível com viaturas do tipo de tracção a quatro rodas (4×4).

Contudo, os empresários manifestaram-se reticentes em relação ao projecto do porto a ser construído nesta região, solicitando o envio de uma equipa para explicar as comunidades da zona sobre os detalhes do projecto.

Várias outras questões polarizaram a reunião, como é o caso dos problemas que ainda se registam no processo de ocupação de terra.

É que, nalguns casos, muitos complexos turísticos estão a ser erguidos em zonas não aconselháveis, havendo a necessidade de manter disciplina.

A governadora chegou mesmo a orientar os operadores turísticos para que, no exercício da sua actividade, tenham em mente o respeito pela lei vigente em Moçambique nesta matéria

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