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Polícia prende três em Nice enquanto Estado Islâmico reivindica autoria do ataque

O Estado Islâmico reivindicou neste sábado a responsabilidade pelo atentado com um camião na cidade francesa de Nice e a polícia prendeu mais três pessoas após o massacre que tirou a vida de pelo menos 84 pessoas.

“A pessoa que realizou a operação em Nice, França, de atropelar as pessoas era um soldado do Estado Islâmico”, disse a agência de notícias Amaq, que apoia o grupo militante Islâmico, através de sua conta na rede Telegram.

Autoridades francesas e a imprensa ainda não trouxeram evidências de que o assassino, Mohamed Lahouaiej Bouhlel, era radicalizado.

O Ministro do Interior disse estar a verificar a alegação. O homem tunsiano de 31 anos, que vivia no local, conduziu em direcção à multidão que celebrava o Dia da Bastilha na orla da cidade da Riviera Francesa na noite de quinta-feira.

As autoridades trabalham para descobrir quais foram as suas motivações. Ele não era conhecido por fontes da inteligência francesa por radicalização.

As prisões, somadas a duas outras desde o atentado, incluindo a mulher do motorista do camião, referem-se a seu “ciclo próximo”, segundo fontes policiais. Elas foram feitas em duas áreas diferentes de Nice.

O ataque mergulhou a França num novo momento de luto e medo apenas oito meses depois de um homem armado matar 130 pessoas em Paris.

O camião zigue-zagueou ao longo da Promenade des Anglais (marginal inglesa) por dois quilómetros enquanto os fogos de artifício marcavam o fim do dia nacional francês. Ele foi parado quando a polícia disparou e matou o motorista.

Bouhlel era conhecido da polícia por pequenos delitos, mas não estava na lista de militantes suspeitos.

O Ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, perguntado na sexta-feira se poderia confirmar se os motivos do atacante estavam ligados ao jihadismo, respondeu: “Não… Temos um indivíduo que não era conhecido pelos serviços de inteligência.”

Parentes e vizinhos na cidade natal de Bouhlel, Msaken, perto da cidade de Sousse, afirmaram que ele era amável e não mostrava sinais de ser radicalizado, incluindo a última vez que voltou para o casamento da irmã, há quatro anos.

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