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Polícia moçambicana acusa homens armados da Renamo de atacarem posição do exército

A Polícia moçambicana na província de Gaza acusa homens armados do partido Renamo de terem atacado na quinta-feira uma posição do exército moçambicano na região, mas o partido nega a acusação “Os homens armados da Renamo foram atacados, a iniciativa de abrir fogo não partiu deles”.

Citando o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Jeremias Langa, o Notícias, diário de maior circulação no país, afirma que cerca de 100 homens armados da Renamo atacaram na tarde de quinta-feira uma posição das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no distrito de Guijá, sem provocar vítimas.

Langa afirmou que a força da Renamo que atacou a posição do exército tem vindo a movimentar-se no distrito de Guijá desde março, acrescentando desconhecer as razões da sua presença na zona.

O porta-voz da PRM em Gaza exortou a população de Guijá a manter-se calma, garantido que as autoridades têm a situação sob controlo.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, rejeitou a acusação, acusando o exército de abrir fogo contra os homens armados do movimento.

“Os homens armados da Renamo foram atacados, a iniciativa de abrir fogo não partiu deles”, declarou Muchanga que acrescentou que os homens armados da organização deslocaram-se à província de Gaza, após terem saído da província de Inhambane, sul do país, para evitar confrontos com as forças de defesa e segurança moçambicanas, que alegadamente se aproximaram das posições do braço militar da Renamo.

“Os homens da Renamo estavam posicionados em Inhambane, no quadro dos acordos de cessação das hostilidades, mas tiveram de se movimentar para evitar confrontos com o exército”, afirmou o porta-voz do principal partido de oposição.

A Renamo e o Governo têm vindo a trocar acusações sobre supostos desdobramentos de homens e meios, no quadro da tensão política prevalecente no país, resultante da recusa do movimento de aceitar a derrota nas eleições gerais de 15 de Outubro, e da polémica à volta de um projeto de lei do movimento, que exige autonomia nas províncias em que saiu vencedor nas eleições.

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