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Polícia chamboqueou e vasculhou viaturas

No passado sábado, a cidade de Quelimane, capital provincial da Zambézia, assistiu a um movimento anormal de agentes da Polícia de Trânsito (PT), Polícia de Protecção(PP), e a Força de Intervenção Rápida(FIR), todos estavam nas ruas da cidade. O objectivo era único, vasculhar as viaturas para ver o que tinha lá no interior. Ninguém até então entendeu o que terá motivado a PRM a fazer isso. Criou indignação para muitos automobilistas e peões. As viaturas ditas como as com vidros fumados foram as mais procuradas pela PRM.

Em quase todas esquinas da cidade, estavam lá polícias exigido tudo menos nada e alguns dos automobilistas tiveram que guardar as suas viaturas com medo de as mesmas serem apreendidas pela polícia.

Isso até foi pouco, mas já no sábado anoite, portanto, no mesmo dia, as coisas agudizaram-se. A Polícia chamboqueou pessoas inocentes, sem explicação nenhuma. A cidade de Quelimane só fala disso, mas que ninguém da corporação veio explicar.

Um dos locais onde a PRM bateu e entrou sem autorização foi no restaurante situado nas instalações da antiga empresa da AGRICOM.

Naquele local, existem quartos que servem de alojamento para pessoas interessadas. Mas na noite de sábado, a polícia invadiu e entrou nos quartos, a procura de quem, ninguém sabe.

Mas sabe-se que no interior dos quartos, a PRM usou chamboco para bater pessoas que se encontravam a dormir. Quando se perguntasse o que se estava a passar, a resposta era única, calem-se e nada de chatice.

Uma fonte ligada ao restaurante AGRICOM disse este domingo ao nosso jornal que a polícia invadiu o domicílio sem nenhum mandato emitido pelas autoridades competentes, tendo escorraçado os seus clientes que se encontravam a descansar.

Aquele entrevistado disse não conhecer as motivações que levaram a polícia a tomar aquela atitude. Porque conforme explicou, uma senhora que se encontrava a dormir, teve ferimentos por causa da acção policial.

Bar Lisboa outro alvo

No mesmo sábado nesta operação da polícia sem nome e muito menos explicação, o restaurante Bar Lisboa, também foi alvo de Manuel Zandamela. Gente foi escorraçada e obrigada a abandonar a diversão sem explicação nenhuma.

Testemunhas contaram-nos na manhã deste domingo que a FIR fortemente armada entrou no bar e mandou encerrar alegando que já estava na hora de dormir.

“Eram quase meianoite e alguma coisa quando a FIR chegou mandou nos sair alegando que o tempo de diversão já havia expirado”- contou um dos nossos entrevistados.

Seguidamente, de acordo ainda com a nossa fonte, aqueles que resistiram a esta ordem policial, foram batidos e maltratados.

“Espetos” outro alvo

A operação foi longa até que foi desaguar no chamado “espetos”, local onde aos finais de semana gente de todas idades encontram-se para um lazer, um copo aqui e um copo acolá, petiscando com um espeto de carne seja qual for. Ali, também dizem que houve chimoco.

A Polícia lá chegou e impôs um recolher obrigatório imediato aos presentes. Quem tentasse resistir, levava chamboco. Aquilo até parecia guerra. Gente a correr de um lado para outro sem direcção, mas tudo para se salvarem.

O que diz a Polícia?

Até agora não há reacção da polícia da república de Moçambique. A única informação que o nosso jornal apurou de fontes ocultas na corporação é que a PRM acha que o crime está em alta, então há necessidade de desmantelar os possíveis focos.

Face a isso vale pena perguntar: Será que é desta maneira que a polícia acha que vai conseguir conter o crime? Como será possível se dentro da corporação há gente que colabora com os malfeitores? São estas perguntas que achamos que alguém deverá responder.

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