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Pistoleiros matam oficial e soldado egípcios no Delta do Nilo

Pistoleiros mataram, esta Terça-feira (17), um oficial do Exército e um soldado egípcios a nordeste do Cairo, disseram as fontes de segurança, elevando a preocupação de que a insurgência islâmica estaria a apossar-se de outras áreas além do Sinai.

O número de ataques militantes cresceu desde que o Exército depôs o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, a 3 de Julho. Até agora, a maioria dos ataques limita-se à desértica península do Sinai, perto da fronteira com Israel e a Faixa de Gaza, que é governada pelo Hamas, uma ramificação da Irmandade Muçulmana.

O ataque desta Terça-feira, que além dos dois mortos deixou também um oficial e um soldado feridos, ocorreu na província de Sharkia, no Delta do Nilo. Os agressores, que estavam num veículo, fizeram disparos com armas automáticas contra outro veículo, ocupado pelos militares, segundo as fontes de segurança.

Mais de 100 membros das forças de segurança já morreram em ataques quase diários no Sinai desde que Mursi foi deposto. Alguns ataques envolvem foguetes, e a 31 de Agosto granadas de propulsão foram disparadas na direcção de um navio que atravessava o canal de Suez.

A operação mais espectacular dos insurgentes até agora foi o carro-bomba guiado por um suicida que atingiu a comitiva do ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, há duas semanas, no Cairo. As autoridades já prorrogaram um estado de emergência e impuseram um toque de recolher nocturno para combater a Irmandade e outros grupos islâmicos, descritos como terroristas pelo governo instalado pelos militares.

Esta Terça-feira, a polícia prendeu o porta-voz da Irmandade, Gehad el-Haddad, segundo fontes de segurança. Vários dirigentes da Irmandade já foram detidos na repressão ao movimento islâmico, que tem milhões de seguidores e venceu sucessivas eleições desde a rebelião popular que depôs o regime de Hosni Mubarak, em 2011.

Haddad, que era assessor de um dirigente da Irmandade e se tornou o principal ponto de contacto do grupo com a imprensa internacional, é acusado de ter incitado à morte de manifestantes, acusação associada a vários outros líderes do grupo.

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